Sociais

Enxergando além das aparências


Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que amam? -  Tiago 2:5 

Há pessoas que podem ser pobres aos nossos olhos, mas são ricas em fé aos olhos de Deus. São herdeiras de um tesouro incalculável e incorruptível, que vale mais que todas as riquezas do mundo: o reino de Deus. 

Por outro lado, há ricos que não possuem nada em matéria de fé! Há até alguns que se opõe aos cristãos e a obra de Deus. 


Por isso não é sábio julgarmos as pessoas pelas suas aparências ou posições sociais. É necessário olhar na mesma perspectiva que Deus, pois Deus quando olha para uma pessoa ele enxerga muito mais do que o exterior. Deus vê o interior das pessoas. 

E nisso os cristãos da época de Tiago estavam falhando, estavam perdendo esta perspectiva. 

Entretanto, vós outros menosprezastes o pobre. Não são os ricos que vos oprimem e não são eles que vos arrastam para tribunais? Não são eles os que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado? -  Tiago 2:6,7 

Sendo a maior parte da igreja de Jerusalém formada de pessoas pobres, era sintomático o comportamento de superioridade dos ricos. Mas, ao preferirem os ricos ao invés dos pobres, os cristãos ignoravam o fato de que: 

Os ricos os oprimiam. Quando o pobre precisava de um empréstimo, o rico concedia com juros elevados. E ao abandonar o pobre, a igreja deixou de lado o oprimido para dar preferência a quem oprimia, a classe rica. 

Os ricos os arrastavam aos tribunais – Quando o pobre não podia pagar um empréstimo ao rico, este o arrastava ao tribunal para que fosse decretada a falência do pobre. 

Os ricos blasfemam o nome de Jesus – Quando os ricos escarnecem seus seguidores, estão escarnecendo o nome de Cristo. 

É claro que esta é uma situação particular que acontecia no contexto de Tiago e não uma generalização para com pessoas que possuem riquezas. 

Da mesma forma que o riqueza não torna alguém melhor diante de Deus, a pobreza também não deve ser mistificada, pois não torna uma pessoa necessariamente boa diante de Deus. As pessoas não devem ser avaliadas por serem ricas ou pobres. 

E se a igreja prefere o rico ao invés do pobre, significa que ela não está se esforçando para olhar pela mesma perspectiva que Deus olha.

Sem dúvida, muitos de nossos critérios para avaliar as pessoas estão longe do ideal de Deus. Devemos deixar pressupostos, preconceitos e impressões exteriores de lado. Devemos nos esforçar para olhar para as pessoas além do exterior. É necessário conhecer o coração, o interior. 

E você, tem olhado para as pessoas além das aparências?

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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