A perversidade da língua




Pois toda a espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce. - Tiago 3:7-1


Desde os tempos antigos o ser humano consegue domar animais: feras, aves, répteis e animais marinhos. Entretanto, que contraste quando consideramos a língua! A língua nenhum homem pode controlar de maneira constante e perfeita. É mal incontido, difícil de reprimir.

As nossas palavras são instáveis. Mesmo quando acreditamos ter o domínio sobre elas, um pequeno descuido, e deixamos escapar a selvageria e a difamação.



A língua tem potencial tão perverso que nos lembra uma serpente carregada de veneno, comparação muito difundida na literatura judaica. Talvez porque as víboras matem justamente pela boca. Talvez porque no Éden nossos pais foram enganados pelas palavras mentirosas de uma serpente. O salmista já afirmava: “Aguçam a língua como serpente; sob os lábios têm veneno de áspide” – Salmo 140.3

Se não tomarmos cuidado a língua se torna tão perversa e dúbia que com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos as pessoas que são feitas à imagem e semelhança do Senhor. Nos tornamos seres contraditórios, quando deveríamos prezar pelas virtudes de maneira constante.

Ora se fomos feitos novas criaturas em Jesus, por que não apresentamos frutos coerentes com nosso modo de vida? Porque nossa fonte, apesar de limpa, jorra amargura para todos ao redor?

Para pensar
É extremamente difícil dominar a língua, controlar as palavras. Mas isso seria motivo para que desistamos? Não! Mesmo que isso seja impossível a nós, é possível a Deus.

Permita que o Espírito Santo trabalhe em sua vida, especialmente nesta área. Ele tem o poder de modificar nossos atos.

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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