Pela unidade da igreja


Todos nós sempre cometemos erros. Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo - Tiago 3.2

Há tempos não se conhece uma arma tão eficaz como a nossa própria língua. A fofoca, a maledicência e a calúnia são as maneiras mais eficientes para agredir alguém, pois a vítima não tem como se defender. 

A preocupação pela vida alheia esconde o nosso próprio fracasso ou medo. É falando da vida alheia que tentamos colocar nossos defeitos na sombra dos defeitos de outras pessoas. 


Não se iluda! É na maledicência onde moram a inveja, o ciúme, a vingança mais arquitetada, a cobiça, a retaliação, a revanche – situações que só nos afastam e tornam os nossos relacionamentos tensos e desgastantes dentro da igreja. 

Os comentários que fazemos a terceiros podem ser muito mais destruidores do que imaginamos. Comentários maldosos podem aniquilar uma amizade, provocar injustiças irreversíveis, arruinar reputações, afastar alguém da igreja, por fim, podem afastar alguém da fé! 

É grande é a nossa responsabilidade sobre o domínio de nossa língua! Todavia, eis algumas perguntas que devem ser feitas antes de ‘espalhar’ um boato: 

  • O fato é a pura verdade? Há evidências, testemunhas, fotos, gravações de que isso ocorreu? 
  • A pessoa está presente para se defender da acusação? 
  • Há uma real necessidade de mais pessoas saberem deste fato? 
  • Você acharia justo que falassem a mesma coisa de você? 

Se você quer ver a unidade de nossa igreja, faça a sua parte!

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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