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A batalha que você não deve entrar



De onde procedem as guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres - Tiago 4:1-10  


"Quando as guerras irão acabar?" Esta é uma pergunta que tem sido feita ao longo das gerações. Você mesmo já deve ter feito, ou a viu em um apelo pacifista de algum filme promovendo a paz.

Mas há uma pergunta mais profunda que esta primeira: "De onde procedem as guerras?". Pense. A guerra não é a causa, mas o efeito de algo que acontece antes no interior do ser humano. 


Esses conflitos, tanto no âmbito local como mundial, surgem do nosso egoísmo, da inveja, do desejo de poder e do amor às coisas materiais. Essas são as raízes das contendas de muitos relacionamentos pessoais e até mesmo de países inteiros. 

Quanta família unida entra em pé de guerra quando tem que repartir herança? Há países que são invadidos com as mais esfarrapadas desculpas. Pessoas morrem aos milhares, para que a indústria bélica lucre e o petróleo seja controlado pelos poderosos. 

A fonte dessas coisas são os próprios impulsos maus do ser humano. E se nossa motivação se dividir entre Deus e o mundo, com certeza teremos derrotas e problemas pela frente. De acordo com o versículo 2 e 3


  • vamos querer coisas que não temos a capacidade de ter; 
  • vamos assassinar (sentido figurado) e seremos invejosos, mas mesmo assim não conseguiremos satisfazer nossos desejos; 
  • iremos brigar e guerrear, mas não possuiremos o que tanto queremos pois não pedimos a Deus; 
  • e quando pedirmos a Deus, não iremos receber, porque fazemos com a motivação errada. 

O resultado desse coração dividido é nulo, “nada tendes” (v2). Ou seja, quando há rixas e brigas  todos perdem! 

Para pensar 
Verdadeiras guerras acontecem em igrejas, com mobilização de pessoas e uso de armas destrutivas, sendo que a mais usada é a maledicência. Não podemos fazer da igreja um campo de batalha onde possamos conquistar força e poder humanos. 

Se essas coisas não forem controladas, farão danos irreparáveis a outras pessoas e, ao invés de ganharmos, seremos derrotados por completo.

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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