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Fofoca: a síndrome da religião vazia


Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. - Tiago 1.26 

Como alguém pode dizer que é cristão sendo que dos seus lábios somente saem palavras más tais como, fofoca, maledicência, julgamento e blasfêmias?

As pessoas que gostam de fofocar quase nunca admitem. E muitas vezes acabam disfarçando a fofoca como se fosse uma preocupação pelos outros. É aquele tipo de comentário: “Acho ele boa pessoa, mas...”

Todavia, por mais que embalemos e camuflemos a fofoca nas nossas conversas, ela vai continuar sendo o que é: algo negativo, manipulativo e uma maneira de se levantar o próprio ego.


As pessoas espalham boatos e falam mal das outras por vários motivos. Porém no topo da lista vem o ressentimento, ciúmes, inveja e insegurança. Alguém já disse que a fofoca é o instrumento dos inseguros, infelizes, maldosos e manipuladores.

Mas Tiago nos mostra que um exemplo prático da inutilidade de ouvir a Palavra de Deus, sem no entanto, praticá-la é incapacidade de controlar a língua. Ou seja, o maldizente, por mais religioso que pense ser, na verdade é vazio.

A Bíblia nos exorta para que nossa palavra seja equilibrada, sensata e sábia. Ao escrever para a igreja de Colossos ele orienta:

A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um – Colossenses 4.6

Todos nós cometemos falhas, vez ou outra, neste aspecto. Mas há pessoas que fizeram disso um vício, um perverso estilo de vida. Cuidemos para que não sejamos estas pessoas, e que nos afastemos de gente com esse tipo de atitude.

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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