Zacarias


O quadro histórico
Depois dos 70 anos de cativeiro na Babilônia (Jeremias 25:11; Daniel 9:2), os filhos de Judá voltaram a Jerusalém para reconstruir a cidade e o templo.

Essa volta foi efetuada por etapas sucessivas: a primeira realizou-se por estímulo do imperador Ciro (Esdras 1:1-11); teve por promotores Zorobabel, príncipe de Judá (Esdras 1:8 e 2:2), e o sacerdote Jesua (chamado também Josué) (Esdras 2:2, 36); a segunda, sob o reinado de Artaxerxes, foi animada por Neemias, o governador, e Esdras, o escriba (Neemias 8:9).

Zacarias, filho do sacerdote Ido, é contemporâneo de Josué (Zacarias 3:1) e de Zorobabel (Zacarias 4:6). Juntamente com o profeta Ageu, ele encorajou os filhos do cativeiro a reconstruírem o templo. Sua profecia data dos anos 520 a 485A.C.

A natureza do livro
Em contraste com Ageu que permaneceu sempre essencialmente prático, Zacarias tem uma visão mais ampla e longínqua.

Ele entrevê o momento presente e também distingue o futuro de seu povo. Anuncia as duas vindas do Messias: a primeira em Sua humilhação (3:8;9:9), e a segunda em Sua glória soberana (6:12-13;14:3,4).



Uma profecia muito atual
Em dez revelações simbólicas (1:7-6:15), Zacarias desvenda as experiências e a reabilitação de que Israel será objeto no fim dos tempos.

A natureza das visões pode parecer confusa ao leitor, mas esses textos aparentemente obscuros iluminam-se à luz de outras revelações proféticas, particularmente as de Daniel, Ezequiel e Apocalipse.

Cada uma dessas diferentes parábolas se refere a um tema central que confirma as declarações proféticas do fim do livro. Com efeito, os oito últimos capítulos descrevem os acontecimentos revolucionários que agitarão o mundo de amanhã...

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