Romanos

Arco de Constantino em Roma

As circunstâncias históricas
Sem demora formou-se em Roma uma comunidade cristã composta de judeus e gentios. A Bíblia não diz quem foi o primeiro a proclamar Cristo na capital do Império; talvez algum judeu, testemunha do Pentecostes (confira Atos 2:5).

Paulo ouviu falar dessa comunidade através de judeus como Áquila e Priscila, expulsos de Roma sob o imperador Cláudio (Atos 18:1-2).

Apóstolo dos gentios, muitas vezes ele desejou ir até lá, mas foi impedido por causa do trabalho com o estabelecimento das Igrejas na Ásia Menor e na Grécia (Romanos 1:13).

No final de sua terceira viagem missionária, lá pelo ano 58, ele entreviu afinal a possibilidade de realizar seu projeto (Romanos 15:23).

De Corinto, antes de sua partida para Jerusalém, Paulo escreveu aos Romanos, preparando sua ida; ignorava que dois anos ainda o separavam de sua chegada a Roma, como prisioneiro.



A importância da Epístola
A Epístola aos Romanos é a exposição mais completa que as Escrituras dão da doutrina da salvação pela fé. Ela não é muito fácil, mas é particularmente importante.

Seu estudo esclareceu o monge Lutero e o levou a romper com o catolicismo. Em 1516 publicou um comentário da Epístola aos Romanos que, com o de Calvino em 1539, marcou profundamente o começo da Reforma.

No século passado, Frederico Godet escreveu: "É provável que toda a renovação espiritual na Igreja esteja sempre ligada a uma compreensão mais profunda desta obra."

Que nesta hora de perigo ecumênico o Senhor arme os Seus filhos com o discernimento da Sua verdade!

Os temas principais: justiça, fé, pecado
Depois de se ter apresentado, e anunciado o assunto de sua carta: a justiça de Deus pela fé (1:1-17), Paulo aborda o primeiro ponto de sua exposição: a universalidade do pecado (1:18-3:20).

Tendo demonstrado a culpabilidade de todos, ele anuncia o Evangelho: Agora, Deus justifica todo homem pela fé em Jesus Cristo. Com o auxílio do exemplo de Abraão, prova que Deus imputa a justiça ao homem unicamente por causa de sua fé, e nunca em virtude de suas obras (3:21-4:25).

Paz, Salvação
Essa justiça divina tem conseqüências práticas: Ao que crê, ela dá paz com Deus e garantia de salvação; à humanidade arrastada para a morte pela falta de Adão, ela oferece vida, pelo ato de obediência de Cristo (cap. 5).

A graça de Deus não autoriza o crente a viver no pecado, pelo contrário, em Cristo ele se torna uma nova criatura a serviço da justiça (cap. 6).

O crente não está mais na obrigação da satisfazer por si mesmo a lei, porque em Cristo ele está sob um novo regime (cap. 7): mais do que isso, agora o Espírito de Deus habita nele, e o conduz, esclarece, inspira suas orações e o sustenta (cap. 8).



Judeus e pagãos
O que acontece a Israel, a quem pertencem as promessas? A salvação é uma graça de Deus; pensando merecê-la pelas obras, Israel caiu no endurecimento. Por isso não reconheceu em Jesus o Messias anunciado.

Deus o pôs de lado por algum tempo e ofereceu a todos os povos a salvação em Cristo. Mas um dia Deus o reintegrará como povo eleito e pela graça será salvo (cap. 9-11). O final da Epístola é consagrado à vida dos crentes. Todos juntos formam um só corpo, a Igreja, onde cada um tem funções diversas.

São chamados a se amarem uns aos outros, a se submeterem às autoridades estabelecidas, a suportar o irmão fraco na fé e respeitar suas convicções (ver o cap. 14 e 15), procurando a paz e a edificação mútua (12: 1-15:13).

Conclusão
Finalmente, Paulo faz lembrar seu ministério apostólico, anuncia sua visita e saúda a Igreja de Roma (15:14-16:27).

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