Jonas


O quadro histórico
Muitos anos se tinham passado desde a pregação de Elias no monte Carmelo e os milagres de Eliseu.

O reino de Samaria prosseguia cada vez mais no esquecimento de Deus e na idolatria. Já se podiam pressentir as circunstâncias dramáticas do cativeiro. Mas nesse oitavo século antes de Cristo, Deus concedeu uma prorrogação a Israel.

Durante o reinado de Jeroboão II, Jonas profetiza até mesmo um restabelecimento momentâneo do poder das dez tribos do norte (2 Reis 14:25). Ele se realiza apenas por um ato de graça da parte do Senhor, que Se compadece do Seu povo (2 Reis 14:26-27).

Entretanto, é também a época em que Nínive, capital da Assíria, está no apogeu de seu poder, e seus reis, dia a dia, mostram-se mais audazes em relação a Israel e Judá.

O autor
Jonas, cujo nome significa pomba, está muito disposto a anunciar a paz e a misericórdia divinas a, seu próprio povo. Mas fica muito contrariado quando Deus o envia a clamar contra Nínive para que se arrependa.

Que os ninivitas se arrependam e assim encontrem a misericórdia divina não é absolutamente o desejo de Jonas. Em sua concepção de patriota egoísta, ele só pensa em si.

Quer subtrair-se à ordem de Deus. Se fugir, pensa ele, os ninivitas continuarão a ignorar a advertência divina e não se corrigirão de sua conduta criminosa, então a ira de Deus os ferirá; a sua infelicidade significará felicidade e segurança para os israelitas!



Os milagres
Assim raciocinava Jonas. Mas os planos de Deus estão acima das revoltas dos homens. O Senhor deteve o profeta desobediente, utilizando para isso, os meios mais inesperados: uma forte tempestade, um grande peixe, uma planta que faz sombra, um verme que seca a planta.

Tais milagres podem fazer sorrir os incrédulos**. No entanto, sábios do século XX têm feito confirmações espantosas a esse respeito.

E o que é infinitamente mais importante, o próprio Senhor Jesus confirmou por diversas vezes a autenticidade desse livro tão contestado. O ministério de Jonas foi um sinal precursor do oferecimento da graça divina aos gentios (Mateus 12:41,16:4; Lucas 11:29-32).

A mensagem
Foram numerosas as gerações de israelitas que não quiseram se arrepender, mas a uma única pregação de Jonas, milhares de ninivitas se arrependeram.

O profeta esperou em vão a destruição da cidade: o Senhor compadeceu-Se dela. Ora, essa mesma misericórdia divina é concedida há perto de 2.000 anos ao mundo ímpio, que entretanto nada merece dessa compaixão.

Inúmeras lições são tiradas desses quatro capítulos.

Não somos nós, por nossa vez, mensageiros que Deus envia aos gentios? Que nada em nós se assemelhe à atitude do profeta que fugiu à ordem do Senhor e, cheio de justiça própria, desejou a ruína de Nínive!

Pelo contrário, que o Espírito Santo coloque em nós o amor pelas almas e o desejo de anunciar a salvação a todos os que são objeto da íntima compaixão do Senhor!


**Nota do dono do blog
Este acontecimento do livro de Jonas tem sido criticado, ridicularizado e declarado como impossível pelos críticos da Bíblia. Um peixe engole Jonas.

Tem-se preocupado muito no decorrer dos anos em relação à identidade desta criatura que engoliu a Jonas. Estamos falando, portanto, obviamente de um milagre! Alguns perguntam: “Como Jonas pode orar e respirar dentro do estômago de um peixe?”. A resposta é simples: porque Deus quis assim. Porque isso foi um milagre de Deus.

O mesmo Deus que fez com que leões famintos nem sequer tocassem em Daniel, o mesmo Deus que fez a jumenta de Balaão falar, o mesmo Deus que abriu o mar vermelho, o mesmo Deus que fez o maná cair do céu para o seu povo! Tudo isso é milagre!

Além disso, o próprio Jesus Cristo citou esse fato como sendo representativo da sua própria morte, sepultamento e ressurreição.
Mateus 12:4040 - pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.
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