Neemias



Circunstâncias históricas
Na época dos cativeiros, milhares de israelitas foram deportados para a Babilônia ou para outras cidades da Mesopotâmia.

Os medos e persas sucederam aos caldeus, fazendo da cidade de Susã a sua capital. Aí reinaram Ciro, Dario e Artaxerxes. Sob este último, viveu Neemias, autor do penúltimo dos livros históricos.



A pessoa de Neemias
Servo fiel, trabalhava no palácio real de Artaxerxes como copeiro. Neemias continuava patriota fervoroso e crente convicto. Ao ouvir contar do estado de devastação em que se encontrava Jerusalém, a cidade de seus pais, ele se afligiu tanto que o imperador notou.

Deus inclinou então favoravelmente o coração de Artaxerxes, sem dúvida ganho pelo testemunho irrepreensível de seu servo.

Ele atendeu seu pedido, enviou-o a sua pátria, dando-lhe autorizações reais e revestindo-o dos poderes de governador. Eis porque os inimigos dos judeus deverão inclinar-se ante o decreto imperial que ordena a reconstrução de Jerusalém.

A missão de Neemias
Neemias, entretanto, teve de transpor muitos obstáculos e enfrentar numerosos adversários (4:1-3; 6:1-14) antes que o muro da cidade fosse levantado. Exemplo de perseverança, integridade e discernimento espiritual, Neemias chegou ao fim de suas dificuldades e terminou a tarefa (cap. 4:2 e 6:15-16).

Durante muitos anos ele teve o cargo de governador (8:9), função que exerceu desinteressadamente (5:18) e com profunda piedade (13:14). De volta a Susã, segundo o prazo fixado por Artaxerxes (13:6), ele obteve uma nova permissão e reassumiu seu posto (13:7).

Houve diversas desordens em sua ausência. Neemias puniu severamente os culpados e restabeleceu o serviço do culto ao Senhor no templo de Jerusalém.



A mensagem de Neemias
O livro de Esdras conta principalmente a reconstrução do templo, conseqüência do édito de Ciro; o de Neemias lembra, antes a reconstrução dos muros de Jerusalém, conforme o decreto de Artaxerxes (2:5-8).

Os dois livros são, pois, complementares. São muito ricos em instruções práticas para o filho de Deus, chamado a enfrentar numerosos adversários em combate espiritual para a construção moral de sua vida (1 Coríntios 3:10-15, confira Lucas 14:28-30) e para edificar o corpo de Cristo, (Efésios 2:20-22; 3:16).

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