2ª Coríntios



As circunstâncias de sua redação
A segunda carta aos Coríntios foi provavelmente escrita no ano 57, ou seja, um ano ou dois após a primeira. Outras notícias dos cristãos da Acaia (confira 1:1) tinham chegado ao apóstolo.

Suas primeiras advertências não tinham sido atendidas por todos. Sua autoridade espiritual era contestada e até sua sinceridade era posta em dúvida (confira 3:1-3; 7:2-7, 10-11).

Paulo está ansioso, sobretudo até que Tito, seu mensageiro em Corinto, volte (2:12-13). Não é, pois, de admirar que a volta de Tito traga um alívio real ao apóstolo (confira 7:6,7).

O jovem discípulo deixará de bom grado a Macedônia (8:17) para se dirigir de novo aos coríntios e levar-lhes esta segunda Epístola.



A linguagem da Epístola
Descobrem-se nela, ao mesmo tempo, o sofrimento e a esperança. Paulo deixa entrever sua aflição (confira 1), suas lutas (cap. 4), seus gemidos (cap. 5), suas angústias (cap. 6), suas decepções (cap. 7), suas preocupações (cap. 8), seus perigos (cap. 11), suas dores físicas (cap. 12).

Mas, para ele não há tristeza sem consolação (1: 3-7), provação sem esperança (4:16-18), tribulação sem recompensa (6:4-10), lágrimas sem alegria (7:4 - 8:2), pobreza sem riqueza (8:1 -9:15), combate sem vitória (cap. 10), trabalho de alma sem glória (cap. 11), fraqueza sem força (12:1-10), reprovação sem aprovação (12:11-21), oração sem resposta (cap. 13).

Um desabafo de coração
Os coríntios estavam cheios de conhecimentos (1 Coríntios 8:1), por isso Paulo não lhes apresenta um novo ensinamento teológico; faz, antes, um apelo a seu coração.

Poucos escritos apostólicos desvendam tanto os sofrimentos desse servo de Deus, exposto ao mesmo tempo a perigos de toda natureza e oprimido pelo cuidado das Igrejas (11:23-29).

As exortações desses 13 capítulos foram preparadas por duras provas que se sucederam dolorosamente.

Por isso, Paulo não emprega a força de argumentos (cap. 10:4,5); ele suplica com lágrimas (2:4); ele concorda com a morte para comunicar vida (4:12); ele se identifica com aqueles a quem quer renovar e restaurar, chegando mesmo a dizer; "Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame?" (11:29).



As provações do apóstolo
Esta Epístola comovente nos dá a conhecer as maiores adversidades sofridas pelo apóstolo; nos faz entrever os vértices da glória futura; nos introduz na intimidade de um homem que vive em Cristo.

Paulo não se improvisou apóstolo.

Ele recebeu suas credenciais e as "cartas de recomendação" (confira 3:1-6; 10:2-18) através de duras provas suportadas pelo nome do Senhor. Ele teria podido se prevalecer das revelações especiais que lhe foram concedidas (12:2-6). Preferiu provar seu apostolado por uma paciência sem limites.

Nunca o homem é tão grande como quando se humilha, nem tão poderoso como quando confessa suas fraquezas, (12:9). Que exemplo, que lição para todos nós!

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