Esdras


A época
Os acontecimentos descritos neste livro estão situados no 5º século A.C. Os exércitos estrangeiros tinham invadido a Palestina e o povo eleito não escapara à invasão e deportação.

Enquanto a maior parte dos remanescentes das tribos do norte gemia sob o cativeiro assírio, os que escaparam do reino de Judá estavam na Babilônia, onde eram duramente oprimidos (confira Salmo 137).

Os profetas tinham advertido Israel das conseqüências de suas constantes desobediências; Isaías, Jeremias e outros tinham anunciado o fim do exílio mas assim que o castigo houvesse atingido seu fim de educação espiritual.



A volta do exílio
O livro de Neemias conta-nos uma fase dessa volta nacional. Já uma primeira onda de imigrantes se tinha reunido no fim do 6º século, acompanhando Ageu e Zorobabel, quando Ciro, imperador dos persas, publicou um édito relativo à construção do templo de Jerusalém (Esdras 1:1-11).

Para a geração seguinte Deus suscita o escriba Esdras, e Neemias, o governador, para encorajarem Israel e reconstruir os muros de Jerusalém.

O autor do livro
Esdras era antes de tudo um sacerdote versado na lei de Moisés, que ele estudava cuidadosamente e ensinava com zelo. Viveu no fim do período do cativeiro na Babilônia.

O rei Artaxerxes enviou-o a Jerusalém para inquirir sobre as condições de vida dos judeus que já tinham voltado ao país, uns sessenta anos antes, sob a direção de Zorobabel.



As duas seções do livro

  • Capítulos 1-6: Esdras descreve a volta dos primeiros exilados a Jerusalém em 541 A.C. Eles restabeleceram o altar e reconstruíram o templo, apesar da oposição dos samaritanos.
  • Capítulos 7-10: Esdras parte com um segundo grupo. Ao chegar a Jerusalém, fica sabendo que o povo tinha transgredido a lei, contraindo casamento com os povos do país. Ele age energicamente e consegue restabelecer a rodem e a bênção.

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