Amós




A época
Neste século oitavo antes da era cristã, as dez tribos do norte tinham se esquecido completamente do Senhor.

As vozes de Elias e Eliseu estavam caladas. Outras testemunhas, porém, levantar-se-iam: Oséias, Joel, Jonas e Amós, o pastor de Tecoa.

O autor
Não foi a primeira vez que Deus tomou um pastor do meio do rebanho no deserto, para torná-lo pastor de Seu povo.

Depois de Moisés, Davi e Elias, eis Amós. Esse instrumento inesperado, enquanto apascentava as ovelhas no deserto que domina o Mar Morto ao sul de Gilgal, teve a faculdade de meditar sobre os pensamentos do Senhor a respeito a Seu povo. Revestido de autoridade divina.

Amós apresentou-se a Israel com uma mensagem precisa, resumida nas palavras que aparecem 53 vezes em seu livro: "Assim diz o SENHOR".

O objetivo
Amós está impressionado com as exigências da justiça de Deus, e Sua aversão pelo mal. Também o abala a ostentação de luxo dos príncipes de Samaria que organizam seus banquetes nas montanhas de Israel e chegam a sacrificar ao bezerro de ouro de Betel.

Amós denuncia com veemência esse crime, o que excita a cólera de Amazias, sacerdote de Betel (7:10).

Então, o enviado de Deus apresenta as suas credenciais, da maneira mais humilde e convincente: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou de após o gado, e me disse: Vai, e profetiza ao Meu povo Israel” – Amós 7:14-15.



O tema e o plano do livro
Amós anuncia em primeiro lugar o julgamento divino do pecado. Quando se dirige às cidades pagas (Damasco, Gaza, Tiro) ou às nações das redondezas (Edom, Amom, Moabe, cap. 1, 2, 3), ele proclama o dia da vingança do Senhor. Dirigindo-se a Judá (2:4-5), prediz, com séculos de antecedência, o cativeiro. Todavia, repreende com dureza principalmente o reino de Israel (2;6-9).

Denuncia seus crimes e os abusos dos seus maiorais e reclama uma reforma de costumes e volta à justiça. Amós apela para um arrependimento nacional mas mostra também a iminência do julgamento.

Deus já falou, enviando os gafanhotos, a seca e a fome; em breve falará mais forte ainda, permitindo a guerra, a invasão e a deportação (5:27). Por meio de cinco visões sugestivas: os gafanhotos (1:1-3), o fogo (7:4-6), o prumo (7:4-9), os frutos maduros (8), o altar (9:1-10), ele põe os israelitas diante da verdadeira situação.

Essa linguagem por parábolas pertence a épocas de apostasia: o povo de Deus já rejeitou a Sua Palavra. Para com as dez tribos do norte a paciência de Deus já se prolongou além do limite, e o tempo do arrependimento dará lugar ao do castigo sem apelo.

Mas, apesar de tudo, a esperança subsiste; após os acontecimentos sombrios do futuro próximo, Israel será restabelecido em sua pátria (9:11-15). Essa profecia se cumprirá na vinda de Jesus, quando todos os que receberam a Cristo serão o Israel de Deus.

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