Apocalipse 3.7-13 - Filadélfia - A igreja com uma porta aberta


Por Ray Summers

Esta cidade data de cerca do ano 59 antes de Cristo. Recebeu seu nome de Átalo II, que por sua fidelidade a seu irmão Eumene recebeu o epíteto de Filadelfo, que significa "amigo do irmão". 

Fora fundada para constituir um centro de disseminação da língua, da cultura e dos costumes gregos. Desde o início, foi uma cidade missionária, fundada para promover por toda a região a fidelidade ao helenismo. Nesta carta encontramos uma promessa de oportunidade para um esforço missionário doutra natureza.

Apocalipse 3.7-13
7 - Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá:
8 - Conheço as tuas obras-eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar-que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
9 - Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.
10 - Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.
11 - Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
12 - Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.
13 - Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

1 – IDENTIFICAÇÃO (3:7)
O Senhor se apresenta como aquele que tem caráter de "santo e verdadeiro"; quanto a sua posição oficial, é "O que tem a chave de Davi"; no que concerne à administração, é "Aquele que abre, e ninguém fecha, O que fecha, e ninguém abre". Seu caráter de santidade e verdade é que lhe dá o direito de reinar. Por ser Rei, exerce seu ofício real e administra os negócios do seu reino.

2 - LOUVOR (3:8)
Só se fala bem desta igreja, e ela não é condenada em coisa alguma. O Senhor conhece o trabalho dela e está pondo diante dela uma porta aberta que ninguém pode fechar. Ele está dando a ela a senha para o gozo espiritual completo e a oportunidade de servir. 

Ninguém pode fazer parar o serviço dela, se ela souber aproveitar essa porta aberta para servir. Este é o significado duma "porta aberta", na linguagem do Novo Testamento. (Ato3 14:27; I Coríntios 16:9.)

Cristo sabe que a igreja é fraca — "tens pouca força" — mas que tem sido fiel. Tem guardado a fé e não negou o nome dele, apesar de sua pouca força. O nome dele — "Jesus" — significa Salvador; o nome dele — "Cristo" — significa o Ungido de Deus. 

A igreja em Filadélfia tinha sido fiel às significações desse Nome. Isto é dito para contrastar com algumas igrejas que eram fortes nalgum sentido e, não obstante, foram infiéis. Com uma porta aberta para melhor servir, eles iam progredindo, apesar de sua pouca força.



3 - A PROMESSA (3:9, 10, 12)
Como prêmio de sua fidelidade, apesar da fraqueza e das dificuldades, o Senhor lhes promete plena reivindicação. Ele fará com que os perseguidores judeus, que agora realizam a obra de Satã, venham a saber que esses desprezados cristãos são aqueles que ele realmente ama (v. 9). 

Por terem agido com fidelidade, promete-lhes sua graça sustentadora na tribulação que está para vir sobre todo o mundo. Tal tribulação não os vencerá (v. 10). 

Um aviso (v. 11) se insere aqui, antes da última parte da promessa. É um conselho no sentido de que guardem bem aquilo que têm — o seu nome, a sua palavra, a sua paciência, a sua promessa de voltar, a oportunidade que lhes é oferecida para bem servir à Causa — para que ninguém, induzindo-os a abrir mão dessas coisas, lhes roube a recompensa que lhes está preparada. 

Sardo recebeu a ameaça de sua volta; já Filadélfia, por se ter havido de modo fiel e por nada ter que temer, é encorajada com a notícia da próxima vinda do Senhor. 

A última parte da promessa aparece no versículo 12. Várias são as coisas prometidas. "Farei dele coluna no templo do meu Deus." Por sua fidelidade, Cristo fará deles um elemento importante do santuário — simbolizado aqui pela coluna que sustenta o templo. 

Filadélfia defendera a verdade e cumprira sua missão; então, experimentaria o cumprimento da promessa do Senhor. O cristianismo, ainda que talvez não em sua forma mais pura, está presente ainda hoje nessa cidade. 

O historiador Gibbon afirma que das igrejas da Ásia, a de Filadélfia permanece ereta, uma coluna em pé no meio de ruínas, consolador exemplo de que o caminho da honra muitas vezes é o caminho da segurança. Precisamos melhorar o pensamento de Gibbon, afirmando que o caminho da honra, em última análise, é sempre o caminho da segurança. (Eduardo Gibbon, The Decline and Fali of the Roman Empire [Chicago, Thompson and Thomas Publishers, sem data] IV, p. 381.)

"E escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus... e também o meu novo nome." Sim, haverá perfeita segurança para aquele que vencer. O nome de Deus é gravado nele; o nome da cidade de Deus é aí uma marca do seu lugar de moradia; o nome do Cristo triunfante também estará nele. 

Muitas das religiões pagãs usavam gravações ou marcas para identificar seus adeptos. Mais adiante, neste livro, encontraremos a religião oficial de Roma usando isso. Jesus, com suas palavras, aqui quer simbolizar a relação que há entre ele e seus discípulos, ao se referir ao seu novo nome gravado neles. 

Jamais foi feita promessa mais gloriosa a qualquer outra das sete igrejas que esta revelada por Cristo à igreja em Filadélfia.

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