Apocalipse 21 - O destino dos redimidos

Por Ray Summers
Contrastando com os poucos versículos que descrevem o destino dos maus, João nos dá uma passagem bem longa, em que retrata o destino dos remidos.

De fato, esta era a coisa principal que os cristãos daqueles dias, bem como os cristãos das épocas posteriores queriam saber.

O destino dos remidos é pintado com três símbolos, para mostrar o estado de perfeição dos remidos. O céu nos é revelado de três ângulos diferentes. (Esta idéia é apresentada com algumas variantes, por Richardson, Pieters, D. Smith, Dana, J. Smith, Beckwith e Swete, in loco)

Comunhão com Deus
O primeiro símbolo é o tabernáculo — símbolo da comunhão perfeita. Como o lugar da habitação de Deus com seu povo no deserto fora o tabernáculo, assim agora o novo céu e a nova terra será a sua habitação com eles por toda a eternidade.

Apocalipse 21.1-8
1 - Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 - Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
3 - Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
4 - E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
5 - E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
6 - Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.
7 - O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.
8 - Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Deus terá perfeita comunhão com eles. Já não haverá mais separação entre Deus e os remidos, porque em o novo céu e a nova terra "o mar já não existe". Estando João na ilha de Patmos, o mar o separava daqueles a quem tanto amava — as igrejas da Ásia.

Na visão que João teve de Deus, no capítulo 4, um mar transcendente separava de Deus o povo; mas, agora que os destinos dos homens foi firmado duma vez para sempre, "já não existe o mar" e os remidos gozam de íntima comunhão com Deus. (Swete, Pieters, Beckwith, D. Smith, Dana e Richardson, in loco.)

João ouviu uma voz proclamando que "o tabernáculo de Deus está com os homens, e que ele morará com eles, e estes serão o seu povo". Essa voz foi ouvida logo depois que se viu a Cidade Santa — a Nova Jerusalém — descendo em sua aparição gloriosa e cheia de esplendor.

Assim, a Nova Jerusalém é o tabernáculo no qual Deus habita com o seu povo. Ele lhes enxuga as lágrimas e faz desaparecer para todo o sempre os ais e clamores, a dor e a morte. Eles tinham provado estas coisas quando na terra.

Agora, tudo se faz novo. E, como garantia de que eles podiam confiar plenamente nestas glórias prometidas, Deus instruiu João para que escrevesse que estas coisas são certas e verdadeiras e que eles as terão todas, porque Ele — o Alfa e o Ômega — com seu poder, lhas preparou.

A Proteção de Deus
A cidade, símbolo de perfeita proteção, é o símbolo seguinte. O novo céu e a nova terra devem ter uma capital de acordo com o seu esplendor. 

Apocalipse 21.9-26
9 - Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro;
10 - e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,
11 - a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina.
12 - Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
13 - Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste.
14 - A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
15 - Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.
16 - A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.
17 - Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.
18 - A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido.
19 - Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda;
20 - o quinto, de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.
21 - As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.
22 - Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
23 - A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
24 - As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.
25 - As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite.
26 - E lhe trarão a glória e a honra das nações.
27 - Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

A visão que João teve não deixa faltar nada. Viu a Nova Jerusalém, como a esposa gloriosa, tendo sobre si a luz da divina graça. A cidade tem um muro grande e alto. Os muros das cidades nos tempos antigos constituíam a proteção das mesmas. Este muro grande e alto simboliza perfeita proteção. 


A cidade tem doze portas — símbolo de entrada opulenta ou abundante. As cidades antigas tinham uma entrada, que se fechava à noite ou quando se aproximava algum inimigo. Se alguém se atrasasse e ficasse de fora dos muros, isso significava destruição. 

A Nova Jerusalém não tem uma, e, sim, doze portas — o número perfeito. E mais, essas portas nunca se fecham — a entrada é, portanto, fácil a todos.

Cada porta é feita duma enorme pérola — simbolizando que a entrada ao céu é por meio do sofrimento — pois que a pérola é a única joia produzida pelo sofrimento e a dor no vencer as dificuldades.



A cidade tem doze fundamentos; assim, esse alicerce tão perfeito nunca será abalado. A cidade é perfeitamente quadrada, pois sua altura, comprimento e largura medem 12.000 estádios.

Reduzir isto a um número literal destrói inteiramente o simbolismo. Doze mil estádios equivalem a 1.500 milhas em nossas medidas atuais, e isto não teria sentido. 

Os esforços despendidos por alguns, para determinar o número de gente que poderia viver numa cidade desse tamanho e quantos metros caberia para cada habitante, não passam de futilidade.

O número 12.000 é múltiplo de dois números perfeitos - o 12 e o 1.000. Emprega-se aqui para dar ideia de perfeição e completação. 

Quer dizer que haverá perfeita acomodação para todos os remidos. Poderá alguém determinar a população do céu e que porção de espaço terá cada um para sua perfeita acomodação, dividindo isso pelo cubo de 1.500 milhas reduzidas a metros cúbicos?!

Toda esta descrição aqui apresentada visa apenas a nos dar uma ideia duma cidade forte, espaçosa, perfeita e linda, na qual os remidos de Deus habitarão com ele em comunhão perfeita.

Tomar isto como uma cidade literal é fazer violência ao quadro aqui exposto. Alguns têm feito isso e chegaram a conclusões absurdas. 

Acharam que a cidade teria 1.500 milhas quadradas; no entanto, a Palestina, onde eles acham que se localizaria a Nova Jerusalém, não tem mais que 150 milhas por 70. Portanto, julgam, que a cidade ficará situada por sobre a Palestina, no ar, talvez estacionária, girando a terra por baixo dela! 

Aqui temos um quadro simbólico de uma cidade com muros de jaspe, firmada sobre fundamentos de safira, calcedônia, esmeralda, sardônica, berilo, topázio, ametista,etc. 

Cada uma de suas doze portas é uma enorme pérola, e as ruas são de ouro puro. Não há ali luminária alguma, porque o Cordeiro é a luz da cidade. Também não há templo. 

Este era o lugar em que Deus se encontrava com o seu povo, onde se oferecia o sacrifício pelo pecado, onde se realizavam as intercessões. Já não há necessidade de templo em a Nova Jerusalém, porque não há pecado a ser expiado e porque os remidos já gozam da imediata e beatífica presença de Deus.

A gloriosa cidade é habitada por representantes de todas as nações e propicia proteção segura para todos eles.

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