Apocalipse 20.1-10 - A vitória sobre Satanás

Por Ray Summers
Descreve-se a vitória no aprisionamento de Satã durante mil anos. Do capítulo 12 até aqui, três inimigos se aliaram para fazer oposição a Cristo e ao seu povo. Os dois primeiros, desses três já foram desbaratados pelo Cristo vitorioso no cap. 19:19,20. Não há ainda vitória final e completa, visto que o terceiro ainda está solto.

Apocalipse 20.1-3
1 - Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.
2 - Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos;
3 - lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

Agora, neste parágrafo, vemos o destino dele. João não está, portanto, entrando agora num assunto novo; está continuando a discussão anterior. Temos aqui uma outra amostra de como a moderna divisão de capítulos mais estorva do que ajuda.

Recapitulemos aqui a atuação desses três grandes inimigos dos cristãos — o diabo, a besta e o falso profeta. São os principais opositores do Cordeiro, e ate aqui tudo fizeram para, duma forma ou doutra, reunir contra ele os reis da terra, seus exércitos e seus sequazes. 

Por certo tempo, pareceu que a vitória seria deles, pois os santos foram pilhados, perseguidos, exilados e alguns martirizados. Mas aquilo não podia continuar; deve-se revelar que o triunfo final pertence àqueles que sofreram por amor da justiça. 

Assim, pinta-se esse triunfo através de vários atos ou cenas: o colapso do Império Romano, a queda dos aliados de Roma, a destruição da cidade de Roma, o regozijo dos santos, a derrota de dois desses grandes inimigos — a besta e o falso profeta.

O desbarato completo do terceiro, o diabo, ainda está por ser narrado, e isto se dará no versículo 10 do capítulo 20. Os versículos que se seguem descrevem o julgamento daqueles que deram ouvidos ao diabo, a completa vitória dos cristãos e a união com Cristo. Estas considerações bastam por si para nos mostrar que o tema principal dos dez primeiros versículos deste capítulo é a derrota de Satã e não o reinado do milênio.

Nesta cena vemos representada a vitória final dos cristãos perseguidos da Ásia Menor. É preciso encarar o capítulo com espírito humilde, reconhecendo as dificuldades que ele nos apresenta, evitando afirmativas dogmáticas e respeitando a sincera interpretação de outros estudiosos do Apocalipse. Por séculos, este capítulo tem sido objeto de fortes e azedas discussões entre cristãos.

Richardson (Richardson, op. cit., p. 156 em diante) acha que a interpretação que dermos deste capítulo vai determinar se somos pré-milenistas, pós-milenistas ou amilenistas. João, em suas visões na ilha de Patmos, nunca sonhou por certo que seus leitores iriam entrar em fortes controvérsias e se dividir quanto ao conteúdo deste capítulo.

Não obstante, isto é a pura verdade. João registrou estas cenas não para nos dar uma serie de acontecimentos relacionados que visassem a satisfazer nossa curiosidade acerca do futuro. Escreveu-as para anunciar a promessa do triunfo certo e final da Causa de Cristo e daqueles cristãos da Ásia Menor que sentiam em sua carne as angústias duma diabólica perseguição.

As limitações desta obra nos impedem de dar aqui um tratamento pormenorizado das interpretações rivais desta passagem bíblica. Todas as interpretações rivais giram em torno do "milênio". A palavra aqui usada, que significa "mil", não aparece em o Novo Testamento; é derivado do termo "mil anos", que é usado nesta passagem.

Se omitíssemos os versículos 4, 5 e 6 do capítulo 20 do Apocalipse, ninguém jamais sonharia com mil anos literais dum reinado de Cristo na terra — em erigir ele um trono temporal em Jerusalém e inaugurar um reino milenar como um monarca terreno. Não obstante, sobre esta precária base de versículos essencialmente simbólicos os homens construíram verdadeiros e completos sistemas de escatologia, de teologia e de filosofia da história.

Abreviadamente, eis aqui toda a ação deste parágrafo: um anjo desce do céu com a chave do abismo e uma forte cadeia na mão. 




Acorrentou o diabo e o lançou no abismo sem fundo por mil anos, para que não enganasse as nações por mil anos; depois disso, seria solto por um pouco de tempo.



Já outra cena nos mostra o destino daqueles que perderam a vida por terem dado testemunho de Jesus e de terem recusado a adorar a besta ou a sua imagem. São vistos, então, vivos e reinando com Cristo por mil anos. 

Esta é chamada a primeira ressurreição, e se pronunciam bênçãos sobre esses que dela participam. Vencidos os mil anos da prisão do diabo, ele é solto e torna as suas velhas táticas; enganar as nações e reuni-las para um ataque a cidade de Deus.

Então desce fogo do céu e os desbarata a todos. O diabo é lançado no lago de fogo, onde já se achavam a besta e o falso profeta. Segue-se o julgamento do alto do grande trono branco.

Esquecendo-nos do pré-milenismo e do pós-milenismo e de todas as mais interpretações preconcebidas, perguntemos: Que significaria provavelmente esta cena para João e para os cristãos perseguidos do ano 95 de nossa era? 

Devemos lembrar as condições deles, lembrar que dois de seus inimigos tinham já sido derrotados, e eis agora o ato que revela o destino da força que agia por detrás dos dois — o dragão, que é o diabo.

Pobre e fraco seria para aqueles cristãos o conforto, se ficassem certos de que só dali a vários séculos ou milênios se daria a restauração da teocracia judaica, de que surgiria o Anticristo em pessoa, de que haveria um Armagedom mais que sangrento e a vitória final da causa do Cordeiro e de sua gente (o pré-milenismo).

Também será que os confortaria pensar que após uns poucos de milênios de pregação do evangelho as condições e os negócios humanos seriam tão bons e o governo da humanidade tão perfeito que o diabo já nada mais conseguiria com seus desesperados esforços de embuste e destruição (pós-milenismo)?

É certo que tais pensamentos não os ajudariam quase em nada. E, no entanto, o livro do Apocalipse foi primeiro dirigido a eles. Que conforto, que animação e encorajamento encontrariam eles nessa mensagem? Esta seria, assim, a interpretação mais segura destas cenas.

A verdade é que os cristãos daquela época estavam enfrentando um adversário duro e inclemente — o diabo — e agora, nesta visão, o veem finalmente acorrentado, já não podendo mais seduzir as nações, para encaminhá-las ao culto do imperador.

Essa obra sedutora vinha o diabo realizando desde o capítulo 13. Agora está preso e lançado no abismo sem fundo, para que não seduza ninguém pelo espaço de mil anos.

Lembremos que esta expressão "enganar as nações" não se aplica a toda a obra de Satã. Aqui se usa tal expressão visando particularmente a sua obra de enganar as nações, fazendo-as crer na divindade do imperador, e que, por isso, todos devem adorá-lo.

As correntes aqui não devem ser tomadas literalmente, pois não se admite que cadeias materiais prendam um ser espiritual. E os mil anos também não são mais literais que essas cadeias. No Apocalipse os números são simbólicos. Assim, o número 10 é um número completo, e mil é um alto múltiplo de 10.

Deve-se entender aqui o número mil como trazendo a ideia de completação mui certa. Não representa um período de tempo que venha antes ou depois da segunda vinda de Cristo.

Isto quer dizer que se estava afirmando aos leitores de João que o diabo ia ser completamente cerceado na sua obra de enganar as nações e levá-las à adoração do imperador.

Na verdade, quando ele surge inteiramente livre, logo reinicia esta obra de sedução (20:3, 7-10), mas afinal seu poder é completamente esmagado.

A Vitória com os Mártires
Que é que tem que ver com os santos reinando com Cristo por mil anos esta cena que agora João e os cristãos estão contemplando? Eles veem em triunfo os mártires que morreram por causa da perseguição do diabo, da primeira besta e da segunda. Logo que o diabo é completamente acorrentado, os mártires estão inteiramente vitoriosos.

Apocalipse 20.4-6
4 - Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 - Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.
6 - Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Não devemos tomar literalmente esse período de mil anos. Os mártires não estão sobre o trono, clamando por vingança, como vimos no capítulo 6. Estão nos tronos, reinando com Cristo. 

Já se enchera o cálice da vingadora ira de Deus; fora derramado até a última gota sobre os opressores do seu povo; tais inimigos foram desbaratados, e os oprimidos agora estão glorificados; reinam com Cristo por mil anos — um quadro de bem-aventurança perfeita e completa.

Não há dúvida de que se trata aqui dos cristãos que foram martirizados durante a perseguição de Domiciano, daqueles que não adoraram a besta e sua estátua, dos que não receberam em suas testas a marca da besta, dos que foram decapitados por causa do testemunho de Cristo.

Só torcendo as Escrituras, se poderá fazer com que o símbolo aqui apresentado se adapte a outra interpretação. Os mártires, que tanto sofreram por Cristo, estão agora completamente vitoriosos com Cristo.

Esta era a mensagem que certamente encheria de consolo aos atribulados santos da Ásia Menor — uma mensagem que levaria à certeza do destino feliz daqueles queridos seus que haviam sucumbido à espada dos perseguidores.

Este triunfo dos mártires é chamado "a primeira ressurreição". "A segunda ressurreição", que não é mencionada, mas está implícita, deve ser a ressurreição geral tantas vezes discutida em o Novo Testamento.

"A primeira morte", que também não é mencionada, mas está implícita, deve ser a morte física. "A segunda morte" de que aqui se fala é um símbolo da separação eterna, da punição eterna no lago de fogo.

Os mártires, aqui apresentados em triunfo, são bem-aventurados porque passaram pela primeira morte (a morte física), e porque a segunda morte (a eterna alienação de Deus) não os alcança. A causa deles triunfou juntamente com eles. São vitoriosos com Cristo, por quem eles deram a vida.

Não há base alguma aqui no simbolismo para se afirmar a existência de um reinado literal dos santos com Cristo por mil anos na terra, seja antes, seja depois da sua segunda vinda. Também não há base para múltiplas ressurreições e julgamentos.

Os sistemas teológicos que se têm apegado à interpretação literal destes versículos e hão interpretado os claros ensinamentos do Novo Testamento à luz de obscuras teorias encontram aqui lugar para várias ressurreições e vários julgamentos. 

Assim, acham aqui a ressurreição dos crentes, a que dão o nome de "rapto", quando Cristo vier chamar seu povo e tirá-lo do mundo antes da grande tribulação, que é também interpretada como coisa do futuro. 

Sete anos depois, por ocasião da "revelação" (a segunda parte do programa da segunda vinda de Cristo), encontram eles uma outra ressurreição para aqueles que se converteram e morreram durante o período que vai do "rapto" á "revelação".

Segundo a sua teoria, há pessoas que se convertem e morrem durante o milênio iniciado com a "revelação". Assim, deverá dar-se uma ressurreição deste grupo no fim do milênio terrenal, quando se inaugurar a ordem celestial. 

Se os ímpios mortos são ressuscitados para um julgamento separado, essa teoria admite pelo menos quatro ressurreições (e talvez mais). De modo semelhante, admitem vários julgamentos, que vão de dois (um antes, e outro depois do milênio) até sete, de acordo com os desejos de cada intérprete.

Vemos que isto é pura imaginação e fantasia baseada na interpretação literal destes versículos essencialmente simbólicos. Por este sistema de prova e de tratamento, qualquer pessoa pode praticamente provar qualquer afirmação, uma vez que torça o sentido de certos versículos da Bíblia.

Quando, porém, estudamos o Novo Testamento como um todo harmônico e coerente, vemos que ele nos ensina haver uma única ressurreição geral (de bons e maus) e um único julgamento geral (de bons e maus), ambos diretamente relacionados com a segunda vinda de Cristo, que dará fim à presente ordem mundial ou terrenal e inaugurará a eterna ordem celestial.

Um estudo completo deste assunto e dos que com ele se relacionam no terreno da escatologia está sendo projetado, mas não podemos dá-lo por extenso neste livro.

A vitória completa: a derrocada de satã
Do versículo primeiro ao terceiro, deste capítulo, vimos um retrato do aprisionamento do diabo, de modo que ficou ele inibido de enganar as nações, fazendo-as crer na divindade do imperador e levando-as a adorá-lo.

Mas os cristãos não deviam esperar que ele se entregasse assim facilmente, sem batalhar e guerrear. Justamente quando parece que ele está preso para sempre, eis que surge novamente em cena, com novos e redobrados esforços no sentido de enganar as nações e levá-las a se aliarem não a Cristo, mas ao imperador. 

Apocalipse 20.7-10
7 - Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão
8 - e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar.
9 - Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu.
10 - O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

As nações aqui agora nos são apresentadas com o nome de Gogue e Magogue. Tais nomes nos lembram antigos inimigos do povo de Deus. São muito discutidos nos escritos apocalípticos, e o Talmude nos fala deles como inimigos do Messias.

Em Ezequiel 38, Gogue é nome que se dá a Antíoco Epifânio, e Magogue é o nome da nação por ele governada. 

Foi ele o odiento inimigo do povo de Deus no período interbíblico. Ele profanou o templo dos judeus, fazendo sacrificar sobre seus altares carne de porco. Afinal, suas más ações tiveram fim numa revolta que deu a Israel o prazer de provar a libertação nacional desde o cativeiro babilônico até nossos dias.

Assim, Gogue e Magogue servem muito bem como símbolos do povo bárbaro que se alia ao diabo para combater os santos. 

Os esforços do diabo são infrutíferos. Descem relâmpagos do céu para destruir a obra má desses inimigos. Vemos, assim, que não é o poder terreno, mas o celestial que afinal destrói as obras más desse arqui-inimigo do povo de Deus. 

É lançado no ardente lago de fogo e enxofre, para ali se contorcer em dores juntamente com Domiciano e os chefes da religião do Estado. O destino deles é o tormento eterno, sem fim. Assim, acaba triunfando a causa da retidão e, com ela, os perseguidos cristãos da Ásia Menor. 

Chocaram-se as forças do bem com as do mal; é finda a batalha e as forças do bem venceram em toda a linha. 



Agora Deus, com seus dois aliados (o Cordeiro Redentor e o Juízo Eterno), triunfa sobre o diabo e sobre seus dois aliados (o imperador e a comissão de culto imperial). Estes três inimigos foram lançados no lago de fogo e enxofre.



Do estudo das Escrituras somente, sem a ajuda (?) de preconceituosos sistemas de escatologia, parece-nos que João nada sabia acerca do "milênio", pelo menos no sentido em que hoje se usa esta palavra nas esferas teológicas. 

Os pré-milenistas dizem que Cristo virá para inaugurar um período milenar de paz e de retidão utópicas. (Muita gente erradamente tem tomado o ensino do Novo Testamento sobre a eminência da segunda vinda como "pré-milenismo". O que o Novo Testamento ensina é que de expectação foi acalentada por Paulo, João, Tiago e outros. E podemos admiti-la sem aceitar as teorias pré-milenistas que afirmam o estabelecimento dum reinado terrestre e outras coisas mais. Muitos se julgam pré-milenistas, quando apenas na realidade creem na iminência da segunda vinda. Estas duas coisas não são sinônimas.)


Os pós-milenistas afirmam que o evangelho inaugurará um período milenar de paz e retidão, e ao fim deste período Cristo virá.

Os amilenistas acham que o Novo Testamento não ensina coisa alguma sobre este negócio chamado "o milênio".

Os preteristas dizem que o milênio já começou, quando a cristandade se viu livre do perigo do paganismo, aí pelo ano 300 de nossa era (alguns acham que o milênio começou com a morte de Cristo) e que estamos vivendo hoje dentro do milênio. 

Por causa do conflito destas opiniões, muitos males sobrevieram à Causa de Cristo. Assim, o zelo fanático surgiu, dividindo não poucas comunidades e igrejas, e destruindo a comunhão e a unidade da Igreja de Cristo. 

A causa do Reino de Deus tem sofrido retardamentos por muitos se terem apegado à letra de certas passagens eminentemente simbólicas.

Na verdade, tem sido uma experiência mui desagradável isso. Parece que o melhor caminho a seguir é estudar a passagem juntamente com o seu contexto e à luz do seu fundo histórico, e assim determinar o que tudo isso significava para João e para aqueles cristãos aos quais João endereçou o Apocalipse — os perseguidos cristãos no primeiro século que viviam na Ásia Menor. Este foi o objetivo do presente estudo.

É mui possível que as soluções aqui apresentadas não expliquem todos os pormenores. Nesta questão dos detalhes, nunca se chegou a uma opinião unânime; e, nunca, creio, se chegará.

Apesar disto, creio que a interpretação aqui dada avizinha-se da verdade que Cristo queria que os cristãos massacrados, perseguidos e desencorajados compreendessem e assimilassem para seu próprio conforto e revigoramento espiritual.

O Apocalipse é uma série de quadros apocalípticos, apresentados com a finalidade de assegurar ao povo de Deus que Cristo sempre sairá vitorioso sobre toda e qualquer oposição. 

Para os cristãos dos dias de João, deu-se esta certeza, revelando-se-lhes a vitória de Cristo sobre aquele sistema que inculcava o culto ao imperador, visto que era esse o maior inimigo de Cristo naqueles dias.

Esta mesma certeza se dá aos cristãos de todas as épocas. 

Descubra-se o maior inimigo de Cristo (seja a religião corrompida, seja o governo ateísta, seja a anarquia ou corrupção social, seja o que for), coloquemo-lo no lugar do culto ao imperador, e imaginemos sua ruidosa queda e esmagamento, à medida que o Cristo Vivo, o Cordeiro Redentor, marcha, sobranceiro e vitorioso, para o triunfo sobre as caóticas condições do mundo — e veremos que, na verdade — Digno é o Cordeiro.

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