70 - Outros países orientais

Conferência Missionária de Edinburgo (1910)
2. Outros Países Orientais
A Igreja Ortodoxa Oriental consiste de igrejas independentes em cada país, que mantém a unidade através da sua doutrina e tradição. Essa igreja não tem chefe, como o Papa, na Igreja Católica Romana. A Igreja Russa pertence a essa família de igrejas.

O patriarcado de Constantinopla, que a princípio incluía os cristãos ortodoxos da Turquia, perdeu muito com a expulsão dos gregos das terras turcas depois da Primeira Guerra Mundial. A Igreja da Grécia tem passado por uma vida atribulada desde a Guerra por causa de distúrbios políticos.

Enquanto a Polônia foi, independente houve uma igreja ortodoxa numerosa na parte que tinha sido território russo; mas este voltou novamente ao domínio da Rússia. Esta tem sido a mesma história com relação às igrejas ortodoxas da Estônia e da Lituânia.

Quando a Sérvia viu aumentados seus territórios e tornou-se na Iugoslávia, foi organizada uma igreja nacional muito mais forte que a ex-igreja sérvia.

A igreja da Rumânia teve sua comunidade crescida em número quando ao país foram adicionados novos territórios, porém muito tem sofrido com as perdas recentes. De um modo geral, a história do século XX registra severas perdas para as igrejas do oriente.

O moderno movimento missionário que alcançou tanto poder nas igrejas protestantes da Europa e do mundo no século XIX prosseguiu no século XX com entusiasmo sempre crescente e um trabalho de vulto considerável.

Este fato foi verificado especialmente na Conferência Missionária de Edinburgo de 1910, a qual, sua totalidade, representava as igrejas protestantes do mundo e excedeu a todas as anteriores reuniões dessa natureza.


A obra missionária em todos os seus aspectos foi plena e pacientemente estudada e estabelecidos os planos para o seu desenvolvimento. Desta conferência originou-se o Conselho Missionário Internacional, organização que expressa e corporifica o interesse das igrejas de todo o mundo.

A Primeira Guerra Mundial interrompeu seriamente a obra missionária, reduzindo as contribuições de manutenção, prejudicando as relações inter-eclesiásticas e criando sérios distúrbios em vários campos.

Admirável, porém, é que todos esses prejuízos sérios foram rapidamente enfrentados e superados. A própria guerra estimulou as missões por ter aproximado muitas partes do mundo com o que fortaleceu o sentimento de solidariedade humana.

A prova de que a vitalidade da obra missionária não diminuiu, verifica-se no fato de se reunir outra Conferência Mundial que teve lugar em Jerusalém, em 1928. Esta teve um novo aspecto, diferente da de Edinburgo, e foi que as igrejas mais jovens, fruto das missões, demonstraram extraordinária influência.

Verificou-se também uma mudança de grande alcance em matéria de missões, isto é, uma transferência da liderança dos europeus e americanos para os "nativos".

Foi ainda evidente outra modificação: o crescimento do trabalho unificado, trabalho de conjunto por parte das igrejas. A Conferência de Jerusalém deu impulso ao trabalho missionário, de um modo geral.

Infelizmente a depressão mundial, que começou em 1929, enfraqueceu materialmente a manutenção do trabalho missionário e deu lugar a um retraimento. Ao mesmo tempo apareceram sinais de disputa com relação a missões, e também o fato de que a juventude não estava atendendo ao apelo para a obra missionária.

Todas estas circunstâncias contribuíram para a formação nos Estados Unidos da "Inquirição Leiga de Missões Estrangeiras", ou seja. um grupo independente de leigos que realizou um estudo de pesquisas sobre missões nos principais campos missionários do mundo.

Suas conclusões, que justificaram plenamente o empreendimento que realizaram, embora propusessem modificações importantes, tanto em idéias como em métodos de trabalho, foram publicados em 1932 no livro “Rethinking Missions”.

Daí em diante seguiu-se um período de discussão das ideias fundamentais sobre missões, como também da política ou orientação missionária que se deveria seguir.


Estas discussões e a pequena contribuição financeira, ao lado das constantes ameaças de guerra, trouxeram um tempo bastante crítico para as missões.

Mas a convicção e a fé que inspiraram a própria obra das missões cristãs, asseguraram a continuação do trabalho já feito, com firmeza, a despeito das dificuldades.

Mais uma vez a poderosa energia do movimento missionário expressou-se de modo memorável em outra Conferência Mundial .realizada em Madrasta, índia, em 1938.

A grande atividade da Igreja Católica Romana a que já nos referimos revelou-se também nas missões estrangeiras. No século XX, a Igreja Romana em todo o mundo desenvolveu as suas missões. Hoje, muito mais de que no passado, essa igreja está imbuída do propósito missionário.

Por Robert Hastings Nichols

ÍNDICE

A preparação para o Cristianismo
01 - A contribuição dos Romanos, Gregos e Judeus
02 - Como era o mundo no surgimento do cristianismo

A fundação e expansão da Igreja
03 - Jesus e sua Igreja
04 - A Igreja Apostólica Até o Ano 100

A Igreja antiga (100 - 313) 
05 - O mundo em que a Igreja vivia (100 - 313)
06 - Características da Igreja Antiga (100-313)

A Igreja antiga (313- 590) 
07 - O mundo em que a Igreja vivia (313 - 590)
08 - Características da Igreja Antiga (313-590)

A Igreja no início da Idade Média (590 - 1073) 
09 - O mundo em que a Igreja vivia (590-1073)
10 - Características da Igreja no início da Idade Média 
11 - O cristianismo em luta com o paganismo dentro da Igreja

A Igreja no apogeu da Idade Média (1073 - 1294) 
12 - A Igreja no Ocidente - O papado Medieval - Hildebrando
13a - Inocêncio III
13b - A Igreja Governa o Mundo Ocidental
14 - A guerra da Igreja contra o Islamismo - As cruzadas 
15 - As riquezas da Igreja
16 - A organização da Igreja
17 - A disciplina e a lei da Igreja Romana
18 - O culto da Igreja
19 - O lugar da Igreja na religião
20 - A vida de alguns líderes religiosos: Bernardo, Domingos e Francisco de Assis
21 - O que a Igreja Medieval fez pelo mundo
22 - A igreja Oriental

Decadência e renovação na Igreja Ocidental (1294 - 1517)

23 - Onde a Igreja Medieval falhou
24 - Movimentos de protesto: Cataristas, Valdeneses, Irmãos
25 - A queda do Papado
26 - Revolta dentro da igreja: João Wycliff e João Huss
27 - Tentativas de reforma dentro da Igreja
28 - A Renascença e a inquietude social como preparação para a Reforma

Revolução e reconstrução (1517 - 1648) 
29 - A Reforma Luterana
30 - Como Lutero se tornou reformador
31 - Os primeiros anos da Reforma Luterana
32 - Outros desdobramentos da Reforma Luterana
33 - A Reforma na Suíça - Zuínglio
34 - Calvino - líder da Reforma em Genebra
35 - A Reforma na França
36 - A Reforma nos Países Baixos
37 - A Reforma na Escócia, Alemanha e Hungria

O cristianismo na Europa (1648 - 1800)
43 - A França e a Igreja Católica Romana
44 - A Igreja Católica Romana e a Revolução Francesa
45 - O declínio religioso após a Reforma
46 - O Pietismo
46 - A Igreja Oriental
47 - A Regra Puritana
48 - Restauração
49 - Revolução
50 - Declínio Religioso no começo do século 18
51 - O Reavivamento do Século 18 e seus resultados
52 - Os Pactuantes (Covenanters)
53 - O Século 18 na Escócia
54 - O Presbiterianismo na Irlanda

O Século 19 na Europa
55 - O Catolicismo Romano
56 - O Protestantismo na Alemanha, França, Holanda, Suíça, Escandinávia e Hungria
57 - O Movimento Evangélico na Inglaterra
58 - O Movimento Liberal
59 - O Movimento Anglo-Católico
60 - As Igrejas Livres
61 - As Igrejas na Escócia: despertamento, descontentamento e cisão
62 - As missões e o cristianismo europeu

O Século 20 na Europa
63 - História Política até 1935
64 - O Catolicismo Romano
65 - O Protestantismo no Continente
66 - A Igreja da Inglaterra
67 - As Igrejas Livres 
68 - A Escócia
69 - A Igreja Ortodoxa Oriental
70 - Outros países orientais
71 - O Movimento Ecumênico

O cristianismo na América
72 - As primeiras tentativas
73 - As Treze Colônias
74 - Reconstrução e reavivamento após a Guerra da Independência
75 - O Século 19 até 1830
76 - 1830 - 1861
77 - 1861 - 1890
78 - 1890 - 1929

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