Texto básico: 2 Crônicas 17:1-12
Como veremos neste estudo, o reinado de Josafá foi próspero porque ele se manteve fiel a Deus, procurando observar os Seus caminhos.
A prosperidade de Judá durante seu governo se deveu não somente às promessas que Deus fizera a Davi, mas também ao fato de Deus confirmar o reino em sua mão. Essa prosperidade se traduziu em paz, riqueza e glória.
Quase que o casamento de Jorão, filho de Josafá, com Atalia, filha de Acabe, põe a perder também o reinado de Josafá. No momento oportuno, faremos referência a este fato. Vamos ao estudo.
A) O PROCEDIMENTO DE JOSAFÁ
1. Foco na educação e na reforma
Josafá se preocupou com reformas fundamentais, tanto no culto quanto nas cidades de Judá que herdara de seu pai. Ele também se dedicou à tarefa de educar o povo nos caminhos do Senhor, a fim de assegurar, pelo ensino metódico e progressivo, a possibilidade de uma vida próspera e feliz.
O texto sagrado nos diz que Josafá, no terceiro ano de seu reinado, enviou seus príncipes e levitas, junto com os sacerdotes Elisama e Jeorão, “a ensinarem nas cidades de Judá” (2 Crônicas 17:7-8).
2. O ensino da Lei do Senhor
Em 2 Crônicas 17:9, lemos que esses levitas e sacerdotes ensinavam em Judá, tendo consigo o livro da lei do Senhor. “Percorriam todas as cidades de Judá, e ensinavam ao povo.”
É fácil imaginar o trabalho intenso desses homens enviados pelo rei. Eles sabiam que os resultados de seus esforços compensariam os sacrifícios.
Estavam ajudando o rei a lançar as bases da verdadeira prosperidade nacional: uma prosperidade baseada no conhecimento que o povo adquiriria da lei do Senhor.
Era uma prosperidade consciente, cuja origem o povo conhecia: vinha do trabalho que Deus abençoava. O rei Josafá estava empenhado em construir um reino que honrasse ao Senhor.
3. A colaboração do povo
Para atingir seu objetivo, Josafá sabia que não podia dispensar a colaboração do povo. Ele também sabia que um povo educado colabora muito mais ativamente, porque tem consciência não só de seus direitos, mas, sobretudo, de seus deveres e responsabilidades perante a nação.
Um povo educado é capaz de compreender e apoiar as medidas governamentais que reconhece como corretas, e também é capaz de reconhecer e rejeitar medidas que, tomadas em nome de seus direitos, não passam de um discurso político enganoso. O método de Josafá é eficiente e válido, sobretudo, para os nossos dias.
B) RESULTADOS DO PROCEDIMENTO DE JOSAFÁ
1. Paz e prosperidade
Vendo que o povo prosperava e que as cidades de Judá se fortificavam, “todos os reinos das terras que estavam ao redor de Judá” se encheram de temor, “de maneira que não fizeram guerra contra Judá” (2 Crônicas 17:10).
Filisteus e árabes deram a Josafá presentes e tributos. Judá se tornou forte, e a grandeza do reino tornou Josafá admirado e respeitado entre seus vizinhos.
Seu poder despertou o interesse de Acabe, rei de Israel, que se tornou seu parente por meio do casamento de sua filha Atalia com Jorão, filho de Josafá (2 Crônicas 18:1).
2. A aliança perigosa com Acabe
A julgar pelas palavras de 2 Crônicas 18:28, parece que Acabe, ao dizer a Josafá que fosse à batalha trajando suas vestes reais, queria que o rei de Judá fosse atingido e morto. Entretanto, quando os sírios, vendo a Josafá, disseram: “Este é o rei de Israel”, e foram sobre ele para matá-lo, “Josafá gritou e o Senhor o socorreu” (2 Crônicas 18:31).
O Senhor livrou Josafá da morte, mas o repreendeu pelo ministério do profeta Jeú, filho de Hanani, dizendo-lhe: “Devias tu ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o Senhor?” (2 Crônicas 19:2).
Estas palavras do profeta nos advertem contra certas alianças que, não só nos tornam cúmplices dos crimes dos infiéis, mas também põem em risco nossa própria vida и segurança.
CONCLUSÃO
Este estudo nos mostra que não basta a fidelidade pessoal do líder. É necessário que essa fidelidade a Deus e aos princípios do bem se transforme em ações que estimulem outros a buscar a realização do bem e da vontade de Deus.
Foi assim que Josafá agiu. Sua fidelidade pessoal se transformou em reformas que beneficiaram grandemente o povo.
Este estudo nos mostra também que o trabalho de educação eficiente é aquele que se realiza pessoalmente, de cidade em cidade, de casa em casa. Não é o mais fácil nem o menos cansativo, porém, é o mais eficiente.
Os levitas e sacerdotes enviados por Josafá realizaram uma obra de valor incalculável em Judá. Se nossos governantes não têm essa preocupação educativa, cabe aos cristãos tomar a iniciativa em nosso país.
Há em nosso país atualmente uma grande tarefa para as igrejas; nosso país, para ser realmente grande, precisa construir sua prosperidade baseando-a na Palavra de Deus e dar instrução integral a muitos brasileiros. A vida de Josafá, como rei de Judá, nos mostra, finalmente, o perigo de certas alianças.
Hoje existem muitos tipos de "Acabes": os da religião, os da política e os das ideologias. Há aqueles que apelam para a validade de certas conquistas e, para realizá-las, procuram persuadir homens fiéis a Deus, levando-os a firmar alianças comprometedoras.
Não nos deixemos persuadir pelos infiéis. Tenhamos em mente nossa fidelidade a Deus e aos princípios do bem e, pelo nosso procedimento, evitemos que tenham razão os que falam contra nós. Vivamos as lições vivas do Evangelho e seremos bênçãos para o nosso país.
Lista de estudos da série
1. Rei Saul e a Liderança Fracassada: Como o Poder sem Caráter Destrói uma Nação – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
2. Rei Davi e o Pastor Guerreiro: De Anônimo a Chefe de Estado – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
3. Rei Salomão e a Sabedoria: O Auge Econômico e o Perigo da Corrupção pelo Luxo – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
4. Rei Roboão e a Crise Fiscal: Quando a Opressão Estatal e Impostos Altos Dividem o Império – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
5. O Reino Dividido e a Geopolítica: Uma Análise dos Motivos e Consequências da Ruptura – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
6. Israel e Judá em Guerra Fria: A História de um Conflito Fratricida – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
7. Rei Jeroboão e a Religião de Estado: Usando a Fé como Manipulação Política para Manter o Poder – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
8. Rei Abias e a Guerra Civil: O Conflito Sangrento nas Fronteiras e a Vitória pela Fé – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
9. Rei Asa e a Reforma Nacional: Limpeza Institucional e o Erro das Alianças Estrangeiras – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
10. Rei Josafá e a Estratégia de Estado: O Poder da Educação Nacional e o Perigo das Coligações Políticas – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
11. Rei Acabe e a Tirania: O Confisco de Propriedade Privada e o Abuso de Poder – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
12. Rei Jeú e o Golpe Militar: O Banho de Sangue para Derrubar uma Dinastia Corrupta – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
13. Rei Joás e a Influência Política: Ascensão, Tutela Sacerdotal e Queda de um Governo – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
14. Rei Uzias e o Orgulho Militar: Quando o Sucesso Tecnológico e Bélico Leva à Ruína – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
15. Rei Acaz e o Pragmatismo: Alianças Perigosas com Superpotências e o Declínio Moral – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
16. Rei Ezequias e o Colapso Iminente: Fé para Enfrentar a Guerra Mundial e a Doença Mortal – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
17. Rei Manassés e a Reviravolta: Do Totalitarismo Sanguinário ao Arrependimento no Cativeiro – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
18. Rei Josias e a Constituição Divina: A Reforma Radical Baseada no Livro da Lei – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
19. Reis Jeoacaz, Jeoaquim e Zedequias: O Colapso Final e a Perda da Soberania Nacional – Estudo Bíblico sobre os reis de Israel
