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A igreja (11)


Em nossas reflexões temos abordado temas relacionados à igreja de Cristo. Na presente meditação focaremos nossa atenção na adoração. 

Wayne Grudem a define da seguinte forma: “Adoração é a atividade de glorificar a Deus em sua presença, com nossa voz e coração”. De acordo com a Bíblia, a adoração é ordem do Senhor. O salmista escreve: “Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras” (Salmo 96.9). 

Diante disso, veremos a seguir os resultados da adoração na vida do homem:


1. Alegria verdadeira do crente. Deus nos criou para glorificá-lo e para nos alegrarmos Nele. Na adoração, é possível experimentar alegria intensa. Não à toa que Davi escreveu: “Na tua presença há plenitude de alegria; na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11). 

Por isso, mais à frente, ele escreve: “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo” (Sl 27.1). Grudem afirma que “provavelmente experimentamos alegria em Deus mais plenamente na adoração do que em qualquer outra atividade da vida”.

2. Regozijo divino. Qual é a reação de Deus diante da adoração sincera de seu povo? Ele se alegra igualmente com a adoração prestada por aqueles que Ele separou para Si. Sofonias registrou: “O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sf 3.17, cf. Is 62.3-5). 

Grudem observa que isso deve “trazer-nos grande incentivo, pois quando amamos a Deus e o louvamos [...] estamos trazendo alegria e prazer ao seu coração”.

3. Aproximação do Senhor. No AT o povo não podia entrar no Lugar Santo, tendo que ficar apenas no pátio do templo. Todavia, no NT, os cristãos têm o privilégio de entrar no Santo dos Santos, no céu na adoração. 

Em Hb 10.19 lemos: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus [...] aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé (Hb 10.19,22). Portanto, a adoração na igreja do Novo Testamento é adoração autêntica diante da presença do próprio Deus.

Conclusão
A adoração é um ato em obediência à ordem dada por Deus. Quem a observa, usufruirá de vários benefícios, dentre eles verdadeira alegria própria e do Pai e íntima aproximação Dele. Diante disso,estejamos estimulados para a plena observância dessa ordenança.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduado em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista em 2016.

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