As Bem-Aventuranças (7) - Os Pacificadores

Hino 188 - Clara luz (primeira música)

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1. Quanta dor, quanta amargura 
Vem meu peito retalhar!
Não importa, se diviso
Clara luz além brilhar!
Nela, cheio de esperança,
Cravo os olhos tristes meus:
Ela é selo e garantia
Do supremo amor de Deus.

2. Deus predestinou-me e fala:
"Tens em Cristo a Redenção;
Sou a luz dos pecadores,
Dissipando a escuridão".
Vamos, vamos, companheiros,
Caminhemos nessa luz,
Que através da escura noite
Resplandece sobre a cruz.

3. Eia, avante, a passos largos,
Vamos, vamos sem parar!
Ficará em densas trevas
Quem na luz não caminhar!
Pois nos mostra a bela terra
Donde mana leite e mel;
Essa luz jamais se apaga,
Pois provém do Deus fie
l.

Informações
Letra: Júlio Cesar Ribeiro
Música: José Maurício Nunes Garcia, 1801
Arranjo: João Wilson Faustini, 1969



História
O Prof. Júlio Cesar Ribeiro, jornalista, romancista e filólogo renomado, nasceu em Sabará em 1845, professou a fé e foi batizado em São Paulo pelo Rev. Chamberlain em 1870. 

Escritor, poeta e tradutor, tem uma excelente contribuição à hinologia brasileira. Auxiliou o Rev. João Boyle, em 1888, na revisão do "Hynmos Evangélicos e Cânticos Sagrados". 

É autor de uma "Gramática" muito usada nas primeiras décadas século XX. O Rev. João Wilson Faustini fez este arranjo para a música do Padre josé Maurício Nunes Garcia, o "Padre-Mestre do Brasil Colônia". 

Ao chegar ao Brasil em 1808, D. João VI espantou-se ao encontrar aqui um músico da qualidade de José Maurício e deu-lhe o cargo de Mestre da Capela Real, no Rio de janeiro. 

Compositor comparado aos melhores da Europa, José Maurício tem uma obra litúrgica da mais alta qualidade, difundida no Brasil e no exterior, que compreende várias Missas, Te Deum, motetos, etc., álém de obras seculares. Filho de mestiços, nasceu em 1767 no Rio de Janeiro e estudou música praticamente sozinho. 

Teve inúmeros alunos e foi considerado um dos maiores improvisadores do mundo no teclado. Em 1821 D. João VI retorna a Portugal e José Maurício fica desamparado, doente e falece em 1830. Foi um grande amigo do músico austríaco Segismund Neukomm, aluno de Haydn, que esteve durante alguns anos no Brasil.

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