Sociais

Tempos difíceis: A falta de domínio próprio



Sabe, porém, isto: nos últimos dias, 
sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão... 
sem domínio de si... - 2 Timóteo 3.1,3 

Todos nós convivemos com desejos e impulsos que lutam constantemente com a nossa consciência. É algo que pulsa para passarmos do limite, para fazermos o que é errado, para perdermos o controle. Desde a coisa mais simples até a mais séria. 

Quem em um gostoso churrasco não percebeu que comeu mais do que deveria? Ou quem em um conflito com outra pessoa nunca perdeu o controle e falou coisas das quais se arrependeu depois? Sabemos dos perigos e consequências de não nos contermos. Mas quando toda uma sociedade vive de forma a extravasar e exteriorizar tais desejos, estes são tempos difíceis. 

Tempos de pessoas intemperantes, que propositalmente não se controlam. Não há freio para nada, não há freios para seus impulsos, não há limites para essas pessoas. E isso não se aplica apenas aos prazeres, mas também no cultivo do próprio ego, no cultivo do egoísmo. 


O (a) jovem que ‘fica’ com outra pessoa a cada semana. Ao final de um ano ‘ficou’ com mais de cinquenta! E quando se casar, não terá esta pessoa dificuldade em ser fiel a um só marido ou uma só esposa? 

Os que procuram enriquecer a qualquer custo usam de meios cada vez mais questionáveis para acumular dinheiro e poder. Não conseguem controlar seus instintos ou impulsos, tornando-se assim exploradores de outros seres-humanos. As próprias celebridades da música, novelas e cinema, tão cultuadas, são em sua maioria exemplo de descontrole. Muitos morrem de overdose, outros trocam de cônjuge como quem troca de roupa. 

Ainda alguns gastam milhões em coisas passageiras e acabam por terminar a vida sem nada para si ou para os filhos. É preciso lembrar que os limites foram colocados pelo próprio Deus a fim de nos proteger. Pois quem vive sem domínio, sem limites, apesar de se iludir rapidamente com as “vantagens”, logo encontra o desespero e a ruína, até mesmo a morte. 

Para o cristão o assunto se reveste ainda de maior importância, pois uma das virtudes que formam o Fruto do Espírito é exatamente o domínio próprio.“Mas o fruto do Espírito é... o domínio próprio...” – Gálatas 5.22,23 

Os limites direcionam não apenas nossa vida com Deus, mas a vida social e nossos relacionamentos. E nós, temos sido pessoas controladas, dominadas pelo Espírito Santo de Deus? 

Se sim, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” – Filipenses 4.8

--------------------------------------------------
Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004.
É fundador e editor do site www.semeandovida.org
Google Plus