A divindade de Cristo (3)


Em nossa reflexão anterior abordamos fórmulas e expressões que constituem provas bíblicas da divindade de Cristo. Tanto a frase “EU SOU”, quanto a fórmula “Alfa e Ômega”, e finalmente a expressão “Verbo”, deixam claro que Jesus é plenamente divino. Hoje, daremos sequência a essa abordagem, demonstrando outras fórmulas que comprovam sua divindade.


1. O Filho do Homem. 

O título “Filho do Homem” é encontrado oitenta e quatro vezes nos evangelhos, ocasiões em que Jesus o emprega para se referir a si mesmo. Estevão, pouco antes de sua morte, também faz uso desse título, aplicando-o a Jesus (At. 7.56). O pano de fundo dessa fórmula é a visão de Daniel 7, na qual o “Filho do Homem” recebeu domínio, glória e o reino, bem como veio com as nuvens do céu (Dn. 7.13-14). 

Essa visão relata claramente que esse Filho do Homem teve uma origem celestial, bem como recebeu domínio sobre todo o mundo. O conteúdo da visão de Daniel encontra seu pleno cumprimento em Jesus, atestando assim sua divindade e autoridade. Dessa forma, quando o título “Filho do Homem” é empregado a Cristo, o objetivo é reafirmar sua divindade.

2. O Filho de Deus. 
Há casos onde essa expressão é empregada para se referir a Jesus como Filho celestial de Deus. No evangelho de João, Jesus é visto como o unigênito do Pai (Jo. 1.14), e que revela o Pai (Jo. 8.19; 14.9). João deixa claro que a confiança no Filho é a garantia da vida eterna (Jo 3.16). Além disso, o próprio Filho de Deus tem autoridade tanto para conceder vida eterna, quanto para julgar e governar (Jo. 3.36; 5.20-22; 16.15). 

Além de João, o livro de Hebreus tem declarações significativas a respeito. Em Hb. 1.1-3 lemos que Jesus foi constituído herdeiro de todas as coisas. Como Filho, ele é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata de seu ser. Conforme aponta Wayne Grudem, “Jesus é a duplicata exata da natureza de Deus, que o torna exatamente igual a Deus em todos os atributos”. 

Além disso, complementa Grudem, “ele mantém continuamente o universo pela palavra de seu poder, algo que só Deus podia fazer”. Portanto, a fórmula “Filho de Deus”, quando é aplicada a Jesus, reafirma sua natureza divina, exatamente como a do Pai.


Conclusão. 
A divindade de Cristo é comprovada de várias formas na Escritura. Dentre elas estão os títulos “Filho do Homem” e “Filho de Deus”, ambos empregados a Cristo. Como Filho, Jesus possui a mesma natureza do Pai; portanto, deve ser honrado, adorado e cultuado tanto quanto o Pai.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Possui Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013.

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