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Demônios: a postura do cristão em relação aos demônios (12)


No último artigo, tratamos da atividade de Satanás no mundo, nos dias de hoje; vimos sua culpa pelos pecados dos crentes e sobre a possibilidade dele possuir um cristão. Finalizaremos essa série estudandomais sobre sua atividade.


1. Reconhecendo sua ação. 
Não é fácil discernir a ação de demônios. Isso requer maturidade cristã. Há casos em que as pessoas ficaram violentas diante da pregação (Mc 1.23,24), foram levadas a se auto destruírem (Mc 9.17-18, 20,22) e ficaram doentes (Lc. 13.11). Mas esses casos não são regras, uma vez que violência, oposição ao Evangelho e doenças nem sempre são resultado de “possessão”. 

A capacidade de reconhecer a influência de demônios é algo que se adquire com o tempo. Wayne Grudem afirma que na medida em “que formos crescendo em maturidade e sensibilidade espiritual [...] sem dúvida aumentará nossa capacidade de reconhecer a influência demoníaca em diversas situações”.

2. Cristo concede autoridade à igreja sobre os demônios. 
Após Jesus haver dado aos seus doze discípulos autoridade sobre os demônios, fez o mesmo a outros setenta discípulos (Lc 10.17). Paulo falou das armas espirituais para combater as potestades (Ef 6.10-20). Tiago e Pedro escreveram sobre a resistência ao Diabo e consequente vitória (Tg 4.7). Essa autoridade da igreja tem base na obra de Cristo na cruz (Hb 2.14; Cl 2.15; Ap 12.11). 

Por conta de sua morte pelos pecados dos eleitos, eles não somente foram perdoados, mas tiveram também retirado de sobre si qualquer nível de autoridade eventualmente exercida pelos demônios.

3. O Evangelho é o triunfo sobre Satanás. 
Essa afirmação é o desdobramento consequente do item anterior. A manifestação de Cristo decretou o colapso do reino de Satanás; portanto, o reino de Cristo se expande, ainda que haja resistência do Diabo. 

A implicação disso para todo crente é que a autoridade sobre Satanás não é produto de um poder inerente dele, mas sim fruto da graça de Deus e, fundamentalmente, resultado da obra de Cristo na cruz. Logo, a glória é somente de Cristo.

Conclusão. 
Chegamos ao fim desta jornada. Nesta última abordagem, aprendemos que o reconhecimento da influência do Diabo sobre as pessoas é resultado da maturidade cristã. Além disso, Cristo concedeu autoridade à igreja sobre os demônios; contudo, a vitória sobre as potestades é fruto do sacrifício de Jesus.
Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Possui Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013.

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