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A santificação (5)



Em nossa última reflexão tratamos dos motivos que devem estimular o crente para uma vida de santificação. Mencionamos que a busca pela santidade é evidência do amor a Cristo, nos mantém com a consciência limpa e nos faz instrumentos úteis. Hoje abordaremos outros motivos que devem nos estimular no exercício da santidade.


1. Para que sejamos notados pelos incrédulos
Jesus ensina que somos sal da terra e luz do mundo e para tal é necessário que sejamos santos, ou seja, que andemos na contracultura de uma sociedade corrompida. Ao falar sobre isso, Pedro escreve: 
“Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo (1 Pe 3.15,16)”.

2. Para sermos contemplados e abençoados por Deus
Um dos aspectos que causam prazer ao Senhor é a oração do justo (Pv 15.8). Todavia, para que ela seja prazerosa e, consequentemente, possibilite a resposta positiva de Deus em relação ao objeto da petição, é mister haver santidade por parte do que ora. Pedro escreve: “Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (1 Pe 3.12).

3. Para não enfrentarmos a disciplina
Para todo ato há uma consequência. Isto não é diferente em relação ao pecado. Por isso, o cristão deve almejar uma vida de santidade, a fim de não sofrer com a disciplina tanto diretamente de Deus quanto aplicada pela liderança da igreja. 

A respeito da disciplina de Deus, lemos em Hebreus: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.11). Sobre a disciplina da igreja, aprendemos: “Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós; basta-lhe a punição pela maioria” (2 Co 2.5,6).

Conclusão
A santidade deve ser aspirada por todo o cristão. Na Bíblia encontramos várias motivações para isso. Nesta reflexão, demonstramos que o crente deve almejar a santidade para que seja notado pelos incrédulos, para ser abençoado por Deus e para não enfrentar a disciplina. Que Deus, por meio de seu Espírito,nos habilite para esse fim. 

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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