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A doutrina do homem (1)


Nas duas últimas séries de reflexões abordamos dois tipos de seres criados por Deus – os anjos e os demônios. A partir de hoje, daremos início a uma nova série, para falar de outro ser criado por Deus – o homem. Essa série é importante, uma vez que pode-se compreender um pouco mais sobre a natureza do homem e os motivos pelos quais ele existe.

Vejamos alguns pontos:



1. Por que o homem foi criado? 

Antes de criar o homem, Deus não estava sozinho. Em Jo 17.5,24 aprendemos que sempre houve um relacionamento de amor e comunhão entre os membros da Trindade. Com base nisso, podemos afirmar que Deus não nos criou porque precisava de companhia.

Sendo assim, por que o homem foi criado? O teólogo Gerard Van Groningen afirma que Deus criou o homem por causa de sua bondade e de seu amor, para relacionar-se com sua criação, embora nunca precisasse dela, e para que Ele fosse servido. Enfim, Groningen complementa dizendo que o motivo mais abrangente para que o homem fosse criado é para que Deus seja glorificado por ele. Este último ponto nos remete para o tópico seguinte.


2. Qual é o propósito da criação? 
Wayne Grudem afirma: “Nosso propósito deve ser cumprir a meta para a qual Deus nos criou: glorificá-lo”. Paulo fez seguinte declaração: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11.36). Aqui o apóstolo tinha em mente a motivação na criação – a glória de Deus.
Outros autores, cientes disso, conclamavam o povo a glorificar a Deus (Sl 22.23; Is 24.15; Mt 5.16; Jo 12.28).

O Catecismo Menor de Westminster também afirma que o propósito do homem é gozar a Deus, isto é, desfrutar e se alegrar Nele. Esse propósito está escrito em vários textos da Bíblia. Um exemplo disso é o que escreveu Davi: “Na tua presença há plenitude de alegria; na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).


Conclusão. 
O homem não foi criado por acaso, mas também não foi criado como se Deus necessitasse dele para alguma coisa. Sua criação é fruto do amor e da bondade de Deus. Ela aconteceu para que o homem se relacionasse com seu Criador e, assim, o glorificasse e desfrutasse dessa comunhão. Grudem afirma: “Quando glorificamos e desfrutamos a Deus, ele se alegra conosco”. Que a graça de Deus nos ajude a compreender a grandeza de tais verdades e nos estimule a glorificarmos e nos alegrarmos em Deus.

A graça seja com todos.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Possui Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013.

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