Sociais

A oração (5)


Chegamos ao fim de nossa série sobre a oração, elemento indispensável na vida do cristão e que requer diligente atenção sobre alguns princípios relacionados. Nessa última abordagem, falaremos a respeito de mais três aspectos que envolvem uma vida de oração. 

Vejamos:



1. Esperar pelo Senhor. 
O rei Davi, após clamar pelo auxílio de Deus, diz: “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR” (Sl 27.14). A oração é uma comunicação pessoal com Deus, de modo que, assim como ocorre na relação entre os seres humanos, quando pedimos ou perguntamos algo, ficamos na expectativa da resposta. 

Isso se aplica ainda mais intensamente em relação a Deus, pois quando lhe pedimos ou perguntamos algo, temos o senso exato de que estamos em sua presença, de que somos miseráveis e de que nossa petição nem sempre está concatenada com a vontade de Deus. Portanto, devemos aguardar pacientemente a resposta certa de Deus às nossas orações.


2. Orar a sós. 
 O profeta Daniel, três vezes por dia, se punha de joelhos e orava, dando graças diante de seu Deus (Dn 6.10). Igualmente, Jesus ia a lugares ermos para ficar só e orar (Lc 5.16). Ele também ensinou: “Quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará (Mt 6.6). 

Esses textos mostram quão importante é a prática de orar sozinho. Apontamos aqui pelo menos dois motivos para isso. Primeiro, quando assim fazemos, podemos derramar nosso coração diante Dele. Segundo, podemos evitar o pecado da hipocrisia, consubstanciado naquele tipo de pessoa que ora publicamente apenas com o objetivo de ser glorificado pelos homens (Mt 6.5).


3. Orar com outros. 
Assim como orar a sós é benéfico, a oração verdadeiramente piedosa juntamente com irmãos também é saudável. Jesus ensinou isso quando disse: “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18.19). 

Há vários outros textos que ensinam sobre essa prática. A oração do Pai Nosso está no plural – “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6.12). Portanto, orar com outros também é correto e pode nos auxiliar em nossas fraquezas (Tg 5.15) e aumentar a nossa fé.


Conclusão. 
Não podemos negligenciar a prática da oração. Entretanto, há vários princípios que devem acompanhar essa prática. Como se trata de uma relação pessoal, devemos esperar a resposta de Deus. Da mesma forma, a Bíblia nos exorta tanto a orar sozinhos quanto em grupo, por conta de seus benefícios específicos. Que Deus nos mova em direção a Ele, para buscá-lo sempre.

------------------------------------
Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

Google Plus