A oração (4)


Na última edição, refletimos brevemente sobre o tipo de vida que deve ser cultivada por aqueles que se apresentam diante de Deus por meio da oração. 


Conforme vimos, é necessário uma vida de obediência, ,súplica pelo perdão de Deus e, ao mesmo tempo, uma vida de compaixão, perdoando o próximo. Na presente reflexão, abordaremos características exigidas por Deus nas orações.

1. Humildade
A humildade é componente essencial, e deve sempre acompanhar aqueles que oram. Quando Jesus compara a oração do fariseu que portava-se arrogantemente com a súplica do publicano que sequer levantava os olhos para cima, disse que “este [o publicano] desceu justificado para casa” (Lc 18.14). 

Jesus explica: “Porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18.14). Tiago declara: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (Tg 4.6). Mais à frente ele ensina: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4.10). Esses, portanto, são exemplos de que Deus requer humildade na oração.

2. Persistência
A prática contínua de oração deve caracterizar a vida do crente. Há vários exemplos desse ensino na Bíblia. Moisés permaneceu duas vezes no monte por quarenta dias por causa do povo (Dt 9.25-26;10.10-11). Jacó disse a Deus: “Não te deixarei ir se me não me abençoares” (32.26). Jesus repetiu sua oração para que o Pai passasse Dele o cálice que estava por beber (Mc 14.36-39). 

Paulo exorta: ‘Orai sem cessar” (1 Ts 5.17) e estimula os crentes de Colossos da seguinte forma: “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças” (Cl 4.2). Sendo assim, a perseverança nas orações não deve ser desconsiderada pelo cristão.

3. Sinceridade
Não é possível esconder de Deus os sentimentos ou pensamentos. Portanto, a sinceridade nas orações deve se fazer presente na vida do crente. Primeiro, pelo fato de que Deus conhece todas as coisas e segundo por que, assim, desfrutamos mais intensamente dos benefícios da oração. 

Paulo fala tanto da sinceridade quanto do resultado da prece quando escreve: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).

Conclusão
As orações requeridas por Deus são aquelas que possuem características essenciais. De acordo com o que refletimos, a humildade, a perseverança e a sinceridade são algumas dessas características. Que o Espírito nos conduza a um modo de vida de oração em que tais características estejam presentes. 

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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