A oração (3)


Não há dúvida que a oração deve conter componentes exigidos por Deus. Já vimos isso nas edições anteriores, e assim continuaremos em nossa reflexão de hoje. Falaremos brevemente sobre outros componentes essenciais para que nossas orações sejam recebidas por Deus.


1. Vida de obediência
Sabemos que uma vida que desagrade a Deus é um obstáculo para o relacionamento com Ele. Isso também se reflete na oração. O salmista escreveu: “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18). 

Essa é a mesma ideia expressa em Provérbios 28.9, onde lemos: “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” 

Todavia, é importante ressaltar que apenas Jesus viveu de forma inteiramente íntegra, e que quando nos apresentamos a Deus, o sangue de Cristo nos purifica (Rm 3.25, 5.9; Ef 2.13; Hb 9.14; 1 Pe 1.2). Contudo, isso não nos isenta de perseverar numa vida de santidade.

2. Confissão de pecados
Conforme vimos acima, nossa vida é imperfeita diante de Deus. Por conta disso, necessitamos continuamente de seu perdão. Nesse sentido, a confissão de pecados deve ser prática da vida de todo cristão. 

Jesus ensinou isso na oração do “Pai Nosso”, em Mt 6.12. Somos ensinados que devemos rogar a Deus o perdão até mesmo dos pecados dos quais não nos lembramos. Assim está escrito: “Absolve-me das [próprias faltas] que me são ocultas” (Sl 19.12). 

3. Prática do perdão
Jesus ensinou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.14,15). Um dos elementos presentes nesse ensino é o de que se ainda alimentarmos rancor em nosso coração, é o mesmo que pedirmos para Deus não reatar conosco. 

Cristo também advertiu: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Mc 11.25). Portanto, cuidemos para não alimentarmos o rancor no coração, uma vez que isto desagrada ao Senhor e compromete nossa comunhão com Ele.

Conclusão
O Senhor tem prazer na oração do justo; contudo o que é uma oração de justo? É aquela que é regada por uma vida de obediência, que contém pedido de perdão e que é feita por aqueles que perdoam o seu próximo. Que Deus aplique esse ensinamento em nossos corações.

Por Carlos Eduardo Pereira de Souza

ÍNDICE
01 - A oração (1)
02 - A oração (2)
03 - A oração (3)
04 - A oração (4)
05 - A oração (5)

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