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Entendendo o pecado e seus efeitos (2)


Nesta série iniciamos abordando três aspectos relacionados ao pecado. De acordo com o que vimos na publicação anterior, o pecado é a transgressão da lei. Ele teve origem no próprio pecador, bem como atingiu todas as partes constitutivas deste. Na presente reflexão, abordaremos outros aspectos do pecado.


1. Somos tidos como culpados por conta do pecado de Adão. Paulo deixa isso claro na declaração:“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). De forma simples, Paulo diz que todos os homens tornaram-se pecadores por causa do delito de Adão. No Éden, toda a raça humana era representada por Adão, de sorte que, quando este caiu, toda a raça humana caiu com ele.

2. Nossa natureza tornou-se pecaminosa por causa do pecado. Com a queda de Adão, herdamos uma natureza pecaminosa. O rei Davi expressa a consciência de seu estado ao escrever: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Aqui, ele mostra-se consciente do fato de que desde o momento de sua concepção já possuía uma natureza pecaminosa. Essa mesma idéia é descrita no Salmo 58.3. Aqui, Davi escreveu: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras”. Nossa disposição natural é para o pecado, que, consequentemente, produz a ira de Deus. É por isso que Paulo declarou: “Éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3). Sendo assim, o pecado é inerente a toda a raça humana.

3. Por natureza, não fazemos o bem diante de Deus. Já dissemos que o pecado atingiu o homem por inteiro (intelecto, emoções, desejos, coração). Paulo expressou isso em Rm 7.18. Ali ele registrou: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum”. Além disso, o profeta Jeremias escreveu:“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Je 17.9). Em tais passagens, a Bíblia tem como propósito revelar que o homem está incapacitado de fazer algo bom, de modo que o habilite para relacionar-se com Deus. Wayne Grudem salienta que “sem a obra de Cristo em nossa vida, somos como todos os outros descrentes, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem.” (Ef 4.18).

Conclusão 
O pecado foi uma tragédia na vida do homem. Em Adão, ele tornou a raça humana culpada, naturalmente pecadora e incapaz de relacionar-se com Deus. Diante de tal realidade, devemos nos lembrar da importância da obra de Cristo para desfazer o mal que o homem fez a si próprio.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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