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Entendendo o pecado e seus efeitos (4)


Na meditação anterior abordamos dois elementos referentes ao pecado. Vimos que todos somos igualmente pecadores e, portanto, responsáveis por nossos próprios delitos. Hoje veremos outros aspectos referentes a esse mal que atinge toda a raça humana.


1. Crianças são igualmente pecadoras. 
Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). A exemplo de outras, tal passagem mostra que temos uma natureza pecaminosa desde o nascimento. Os sinais disso não demoram a acontecer na vida da criança. 

Por isso Davi registrou: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham” (Sl 58.3). Mas e se uma criança morrer, o que ocorreria com ela? 

O anjo Gabriel, a respeito de João Batista, disse que ele seria cheio do Espírito Santo. Wayne Grudem comenta que João nasceu de novo, antes de nascer fisicamente. Portanto, Deus pode operar a regeneração na criança ainda em tenra idade e, assim, salvá-la.

2. A natureza essencialmente má do pecado. 
Qualquer pecado, por mais leve que seja, em si é mau e por isso torna-nos culpados diante de Deus. Paulo, ao citar Dt 27.26, escreveu: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las” (Gl 3.10). 

Tiago segue a mesma linha e registra: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10). Sendo assim, todos os pecados são igualmente maus, tornando-nos culpados e merecedores do castigo de Deus.

3. Os graus de pecados. 
Apesar do que foi dito acima, é verdade que a Escritura pontifica que alguns pecados são maiores que os outros. Jesus, ao se referir a Judas, disse a Pilatos: “Quem me entrega a ti maior pecado tem” (Jo 19.11). 

O Senhor, ao revelar a Ezequiel os pecados cometidos no templo, disse: “Pois verás ainda maiores abominações” (Ez 8.6). Os pecados são mais graves quando os atos dos homens trazem consequências ao seu próximo (Ex 20. 12-17). Finalmente, os pecados daqueles que estão revestidos da autoridade de ensino são mais graves do que os da comunidade (Lc 12.48; Tg 3.1).

Conclusão
O pecado é o mal que assola a raça humana. Ele nos acompanha desde o ventre materno e,por mais leve que seja, nos torna culpados diante de Deus, embora existam aqueles pecados que são mais graves. Diante de tal conjuntura, nos lembremos que somente existimos por causa da graça de Deus. Que ela seja sobre todos nós.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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