Pastorado - Um mundo que nunca para (1)


Acabei de ler um livro muito interessante cujo título é "Seu pastor uma espécie em extinção", e gostaria de compartilhar um pouco sobre o que o autor aborda a respeito do mundo e a realidade de muitos pastores para assim terem uma imagem clara, uma dimensão e uma compreensão dos seus sonhos e necessidades, orando com mais fervor pela vida, família e ministério do[s] pastor[es].

Os pastores vivem em um mundo que nunca pára, onde a luz nunca se apaga e o trabalho médio na semana varia de 55 a 75 horas. Muitos possuem duas ou mais atividades e cerca de 70% de suas esposas trabalham fora – o que significa que um ou ambos estão empregados secularmente a fim de que possam se manter no ministério.


Pastores habitam em um mundo de tarefas não concluídas, em que não podem fechar as portas, sair do escritório, e saber que algo está completamente concluído. Há sempre um outro estudo bíblico, sermão, ligação, reunião e visitas clamando por sua atenção. Quando alguém morre, se casa ou é hospitalizada, a agenda bem organizada tem de ser abandonada e retomada mais adiante. Às vezes, “mais adiante” fica bem longe.

Pastores vivem em um mundo de culpa com sua família. A maioria quer uma família cuja convivência exalte a Cristo e seja modelo de casamento e educação de filhos para a igreja. Mas isso não é fácil de se alcançar, quando frequentemente gastam mais tempo com os filhos de outras pessoas do que com os seus e mais tempo com outros adultos do que com a própria esposa.

Pastores moram em um mundo de aprovação decrescente. Onde antes um pastor era visto como um dos cidadãos mais destacados, bem educados e reverenciados, uma recente pesquisa do Instituto Gallup mostra que os ministros estão classificados na posição de número 55 entre 100 dos profissionais mais admirados.

Pastores servem em um mundo autocentrado onde os membros da igreja e frequentadores estão se tornando mais e mais apáticos. Em dias de decadência moral, torna-se mais e mais difícil falar a verdade, mesmo na igreja. E assim nos agarramos a novos caminhos, novos paradigmas, novos métodos e esquecemos a verdadeira missão e eterna mensagem.

Em muitos cantos da igreja, adocicamos a mensagem do evangelho. Consequentemente, pastores que querem que suas vidas façam diferença têm questionado se vale a pena o esforço, quando comparado com os resultados. Em muitos casos a situação é desanimadora, mas nós podemos mudá-la.

Num momento assim podemos assumir posturas como: encorajar, renovar, restaurar, habilitar, compensar e amar o pastor[es] grande e sinceramente. As igrejas não podem continuar mornas e insensíveis. Há uma necessidade urgente e latente de nos assentarmos, conversarmos, orarmos e chorarmos com os pastores, pois à medida que assim fazemos, surgirão perguntas como: “O que temos de fazer? O que temos de dizer? Onde temos de ir? Que medidas devemos tomar?”.

Algo pode ser feito agora neste sentido?

Por Gilberto Bueno Filho

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