Conhecendo [um pouco] o mundo do pastor (3)


Continuando na busca de uma resposta a pergunta, “se algo poderia ser feito para diminuir os riscos que o[s] pastor[es] corre[m]?”

A ROTINA se torna muito pesada. A APATIA entre os liderados sufoca. Em muitos casos o pastor faz quase tudo em sua igreja, e os irmãos deixam que assim ele aja. Cortar a grama, pintar paredes, pregar sermões, realizar serviços bancários, visitar os irmão e doentes, cuidar de suas crianças, limpar a igreja, confeccionar os boletins e assim a lista pode crescer em muito.

Em virtude dessa rotina e apatia muitos pastores deixam o ministério não porque tenham desistido de Deus, mas porque pensou que a causa não valia mais todo o seu investimento.

Essa dor de um sonho destruído pode ser evitada ao darem atenção ao cuidado e ao suprimento de seus pastores. Pergunte a si mesmo o que pode fazer para ajudar seu pastor a encontrar realização interior no seu trabalho. Ajude-o a manter a igreja alegre, entusiasmada e fincada em questões espirituais autênticas.

Pastores raramente encerram seus ministérios durante um tempo de despertamento espiritual; isto acontece durante tempos de dificuldade e superficialidade, quando o trabalho é frustrante e os resultados são lentos.

Sempre pergunte a si mesmo e a outros se sua igreja está fazendo a obra principal de Cristo em seu contexto com a motivação correta. Sua congregação merece que alguém chamado por Deus dê anos de sua vida para esse ministério? 

Ou é ela um posto avançado de um reino que espera de pastores que mantenham os estoques, rotinas e a todos felizes – incluindo os espiritualmente imaturos?

Sua congregação é um lugar em que um pastor vai olhar para trás daqui a 20 anos e pensar que foi digno de todo o sacrifício? 

É uma igreja da qual ele se lembrará e pensará nos momentos de renovação espiritual que os membros proporcionaram ao viverem juntos, recordando daqueles que foram resgatados do desespero de suas vidas pecaminosas?

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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