A prova de que o Reino de Deus é a única solução para o mundo - Estudo Bíblico sobre a universalidade do Reino de Deus

Texto básico: Mateus 28:16-20.

Até hoje nenhum reino formado pelo homem teve caráter mundial, muito menos universal. O Império Romano dominou muitas terras, mas longe esteve de dominar o mundo todo. 

Mais modernamente existiu o Reino Inglês, que dominou terras nos mais distantes recantos do mundo, mas não foi sequer a sombra de um reino mundial.

O Reino de Cristo, porém, não é apenas mundial mas, também, universal, isto é, abrange o Universo. O sol, a lua, as estrelas e galáxias têm muito a ver com ele. É um Reino que está entrelaçado com tudo que existe, tanto na terra como no céu.

Portanto, quando falamos em universalidade do Reino, o termo não sofre nenhuma restrição, porque é universal mesmo. Vamos ao estudo.

ENTENDENDO O CONTEXTO

a) Um encontro na Galileia

Deve ter sido um encontro muito alegre. Desde os primeiros momentos da manhã da ressurreição, a notícia começou a ser espalhada nestes termos: “Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia, e lá me verão” (Mat. 28:10).

Após a ressurreição, Jesus chamou os seus discípulos de "irmãos”. Paulo fala de um encontro de mais de quinhentas pessoas com Ele redivivo. É possível que se refira a esse encontro na Galileia (I Cor. 15:6).

b) Jesus... falou-lhes dizendo

Após sua ressurreição, Jesus não deu muitos ensinos, mas a grande comissão do “Ide e pregai”, é certo, foi dada nessa fase de sua vida aqui no mundo.

c) Toda a autoridade me foi dada

Jesus, na sua encarnação, despojou-se de todas as suas prerrogativas divinas para ser igual a nós, menos no pecado. Quando batizado por João Batista, recebeu a unção para realizar o seu ministério “cheio de graça e de verdade", mostrando a sua “glória como do unigênito do Pai” (João 1:14). Após a ressurreição, pôde dizer: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mat. 28:18).

d) Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações

Os primeiros discípulos de Jesus, sendo judeus, pensaram, de início, que o Evangelho seria só para o seu povo. Mas logo ficou claro que teriam de fazer discípulos de todas as nações, porque o Reino de Deus foi estabelecido para todos os povos de todas as raças.

e) Batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

O batismo é uma ordem de Jesus e tem importância tanto como a pregação. Batizar é colocar aquele que aceitou a Cristo, como Salvador, dentro da comunidade, e separa, de modo visível, a vida nova da vida velha.

f) Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado

O ensino complementa a evangelização, aprofundando e ampliando-a. A fé obtida pelo conhecimento de Cristo precisa ser alicerçada através do ensino, para que o novo convertido tenha mais firmeza e possa perseverar até ao fim. Paulo chama esta preparação de “calçado” ou sapato do cristão (Efés. 6:15). Sem um bom calçado, nenhum soldado pode caminhar bem.

LIÇÕES EM DESTAQUE

1. Universal por ordem do Senhor

Se não houvesse outra razão, esta seria suficiente para se pregar o Evangelho em todo o mundo — a ordem de Jesus. Ele foi claro: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações". Ninguém foi chamado para o Reino para fazer a sua própria vontade. Aqui somos servos, o Senhor é Jesus Cristo.

Os primeiros discípulos não viram, com seus olhos humanos, nenhuma razão para chamar as pessoas de outras raças a fim de participarem de tão grande bênção. 

Contudo, eles obedeceram ao Mestre. Tiveram, de início, alguma hesitação, como foi o caso de Pedro, quando chamado para ir pregar ao centurião Cornélio, em Cesaréia (At. 10:1-48), mas logo cumpriram a ordem do Senhor.

Paulo, por ocasião da sua conversão, recebeu do Senhor Jesus as características do ministério que iria realizar, como vemos nas palavras ditas a Ananias: “Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (At. 9:15). Foi por esta razão que o grande apóstolo sempre se intitulou “apóstolo dos gentios” (Rom. 11:13).

2. Universal pela necessidade que todos têm

Paulo escreveu: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rom. 3:23). Jesus veio ao mundo para resolver um problema de toda a raça humana.

Em Adão todos pecaram e a queda espiritual que se deu no Éden pôs todo ser humano, em qualquer lugar do mundo em que esteja, ou tenha estado, sob a mesma condição de "perdido". E se Cristo veio buscar e salvar o perdido (Luc. 19:10), é claro que o seu Reino é universal — todos precisam dele.

O coração humano é o mesmo em toda parte. Os anseios, as necessidades e os conflitos têm uma só solução: Jesus Cristo. 

Os ensinos de Buda, de Confúcio e de tantos outros mestres de religião, apenas entorpecem o paciente, mas não curam a grande ferida do pecado que calou fundo no coração desta pobre humanidade. Se há uma ferida universal, o Reino de Deus é o remédio universal para ela.

3. Universalidade real

A palavra “universal” é muito usada no seu sentido restrito, significando apenas "mundial". Quando o assunto é o Reino de Deus, então o termo se aplica no mais amplo sentido. Jesus disse: "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra".

Por isso, o Reino é também chamado Reino dos céus, pois não se limita a este mundo apenas. Sua extensão transcende o mundo em que vivemos. O Reino tem uma fase terrena, mas a principal é no céu. Os súditos do Reino esperam novos céus e nova terra, nos quais habita justiça (II Ped. 3:13).

O apóstolo João pôde, em visão, conhecer o novo céu e a nova terra e tudo numa ordem muito diferente da que existe aqui (Apoc. 21:1-4). É o Reino no seu estado definitivo. E, para chegar a esse ponto, toda a ordem universal terá de ser mudada.

II Pedro 3:10
"Virá, entretanto, como o ladrão, o dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados".

O Reino terá por capital a cidade Santa, a nova Jerusalém, na qual não mais existirá noite, nem se precisará da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre os seus súditos e "eles reinarão pelos séculos dos séculos” (Apoc. 22:5).

Conclusão

A universalidade do Reino de Deus é uma verdade central da fé cristã. Ele não está restrito a um povo, nação ou localidade. 

Sua universalidade se manifesta na ordem do Senhor de levar o Evangelho a todos, na necessidade comum que toda a humanidade tem de redenção, e na sua realidade cósmica, que abrange tanto o céu quanto a terra. 

Portanto, ser cidadão deste Reino é entender que suas fronteiras são definidas pela graça e seu alcance é tão vasto quanto o amor de Deus.


Lista de estudos da série

01. Como saber se você realmente faz parte do Reino?

02. 8 Segredos para encontrar a verdadeira felicidade em Cristo

03. O que realmente significa nascer de novo para entrar no céu?

04. Por que a mensagem de Jesus é mais poderosa que qualquer arma?

05. A prova de que o Reino de Deus é a única solução para o mundo

06. Como transformar sua tristeza em uma alegria que ninguém pode tirar

07. O segredo para falar palavras que curam e edificam

08. Como vencer a ansiedade confiando na provisão divina

09. O perigo invisível de colocar o coração no dinheiro

10. O paradoxo cristão, por que você precisa perder para ganhar?

11. 3 Promessas infalíveis sobre o seu futuro eterno com Deus

12. Descubra quais são as recompensas que esperam por você no céu

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