Texto básico: Mateus 16:24-28.
Ninguém é obrigado a viver no país em que nasce; porém, onde vive, tem de viver de acordo com as leis do lugar. Com respeito ao Reino de Cristo, acontece algo semelhante, porém de modo muito mais profundo. É fato que a vida no Reino, a mudança é mais no âmbito espiritual.
A casa pode ser a mesma, o trabalho e a cidade não vão sofrer alteração, porém, muita coisa vai ser diferente porque, quem entra para o Reino de Deus está deixando para trás o reino das trevas e, com ele, uma vida de pecados, longe de Deus. A mudança do coração e da mente faz com que muitas coisas sejam mudadas.
Alguns pregadores anunciam o Evangelho prometendo vida fácil. No futuro, de fato, vai ser muito mais que isto, mas na vida presente não é assim. Pelo contrário, não é muito fácil, primeiro porque nos tornamos estrangeiros e peregrinos neste mundo, e, não sendo do mundo, ele nos aborrece e nos maltrata (João 17:14).
Contudo, a vida no Reino é incomparavelmente melhor que fora dele. Temos de enfrentar o mundo tal como ele é, com todas as suas intempéries e dificuldades. Mas aqui, precisamos é de bom ânimo para ir avante. Entretanto, gozamos da companhia de Deus.
ENTENDENDO O CONTEXTO
a) Se alguém...
No Reino de Deus só há voluntários, isto é, só os que querem estar nele. Jesus não obriga ninguém a segui-lo; Ele apenas chama. Porém, aceitas as condições, Ele exige fidelidade.
b) Quer vir após mim
Jesus nunca chamou senão seguidores; ou somos seus seguidores ou, então, não há lugar para nós no seu Reino. No Reino só há lugar para aqueles que o seguem; seguir é a prova da nossa fé. Jesus só quer um tipo de pessoa: seguidor.
c) Negue-se a si mesmo
Isto significa renunciar toda a bagagem de propósitos do nosso eu para aceitar os propósitos de Cristo.
d) Tome a sua cruz
Esta cruz não é a dos sofrimentos naturais desta vida. A cruz de Cristo é algo que nós resolvemos carregar, ou não. São as responsabilidades de testemunhas de Cristo. É uma cruz pesada que, cada dia, devemos tomar sobre os nossos ombros; é a submissão dos nossos planos aos planos do Reino.
e) Perder para ganhar
A vida do crente tem este paradoxo: perder para ganhar. Perde-se para o mundo e ganha-se para Deus; perde-se para a vida terrena e ganha-se para a vida eterna. É perdendo que se ganha. Muitos estão ganhando o mundo todo, mas perdendo a eternidade.
LIÇÕES EM DESTAQUE
1. A vida no Reino tem de ser unida a Cristo
Como a planta depende da terra, nossa vida espiritual depende de Cristo. Ele mesmo disse:
João 15:5
"Eu sou a videira, vós os ramos... sem mim nada podeis fazer”.
Não se pode viver no Reino sem que se esteja unido a Cristo pelos laços da fé e de uma total entrega de vida a Ele. Paulo experimentou essa união de modo tão acentuado que pôde dizer:
Gálatas 2:20
“Logo já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
É uma união tão perfeita que o próprio apóstolo diz:
Romanos 8:35, 38-39
"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Porque estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor".
2. A vida no Reino é uma vida pela fé
Abraão é chamado de “o pai da fé”, embora muitos outros, antes dele, como Abel, Enoque e Noé tivessem vivido num nível de fé semelhante à do velho patriarca. Os súditos do Reino vivem pela fé, pois é o único modo pelo qual podemos agradar a Deus (Heb. 11:6). Este tipo de vida nos garante as seguintes vantagens:
a) A fé supera os problemas da vida
Os problemas não são banidos da vida do crente, mas ele os supera por sua fé. Paulo sofreu lutas, perseguições, naufrágios, fome, nudez, etc., mas, tendo bastante fé, pôde dizer: “Em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou" (Rom. 8:37).
b) A fé nos faz ver o invisível
O cristão não vive só pelas coisas que se veem. Seus olhos estão postos no que está muito além do horizonte. Moisés deixou o Egito e caminhou em busca de uma promessa. Saiu como quem vê o invisível (Heb. 11:27).
3. A vida no Reino é de renúncia
Temos privilégios e bênçãos que o mundo não tem. Mas, em contrapartida, temos de renunciar a nós mesmos, à nossa vontade, para fazer a vontade de Cristo. A renúncia de nós mesmos é a mais difícil de se exercer. Não é dar apenas um pouco, mas tudo; não o secundário ou a sobra, mas o principal. É perder a vida para os nossos interesses particulares e pessoais, a fim de ganhá-la para Deus.
Conclusão
Em suma, a vida no Reino é uma jornada voluntária que, embora apresente desafios, é incomparavelmente superior à vida fora dele.
Ela se fundamenta em três pilares essenciais: uma união vital com Cristo, da qual flui toda a nossa força; uma vida de fé, que nos capacita a superar os problemas e a enxergar o invisível; e uma vida de renúncia, na qual submetemos nossa vontade à de Deus.
Viver no Reino é, portanto, seguir Jesus, negando a si mesmo e carregando a cruz, na certeza de que, ao perder nossa vida por amor a Ele, a encontramos verdadeiramente.
Lista de estudos da série
01. Como saber se você realmente faz parte do Reino?
02. 8 Segredos para encontrar a verdadeira felicidade em Cristo
03. O que realmente significa nascer de novo para entrar no céu?
04. Por que a mensagem de Jesus é mais poderosa que qualquer arma?
05. A prova de que o Reino de Deus é a única solução para o mundo
06. Como transformar sua tristeza em uma alegria que ninguém pode tirar
07. O segredo para falar palavras que curam e edificam
08. Como vencer a ansiedade confiando na provisão divina
09. O perigo invisível de colocar o coração no dinheiro
10. O paradoxo cristão, por que você precisa perder para ganhar?
11. 3 Promessas infalíveis sobre o seu futuro eterno com Deus
12. Descubra quais são as recompensas que esperam por você no céu
