Texto básico: Mateus 5:33-37
Nós fomos dotados por Deus do dom da linguagem articulada, a fim de podermos expressar nossos pensamentos.
Com isto, o ser humano é capaz de dizer o que sente e o que pensa. É um privilégio, mas também uma grande responsabilidade.
A língua pode ser o melhor dos meios de comunicação, mas, também, pode ser o pior. Deus, porém, deu-nos o dom de exprimir nossos pensamentos em palavras, para que isto fosse uma bênção para nós.
Ele deseja que nossa fé seja declarada diante dele e testemunhada diante dos homens; deseja que a nossa oração seja dita em termos de súplica, adoração, submissão e reverência; deseja ainda que o nosso louvor seja cantado em palavras de adoração.
A linguagem de Jesus foi sempre serena, atraente e penetrante. Tinha calor e vida. Confortava, animava e sacudia as consciências. Em suas palavras os humildes encontravam o aconchego, os pecadores o caminho do arrependimento, e os poderosos uma nova oportunidade de vida.
Será que Jesus deixou um modelo de linguagem para ser usado no seu Reino? Algumas vezes Ele usou, também, a linguagem ríspida, para repreender, corrigir e expulsar os vendilhões e profanadores do templo. Vamos ao estudo.
ENTENDENDO O CONTEXTO
a) O "juramento” segundo a lei e segundo Cristo
A lei de Moisés permitia o juramento verdadeiro e condenava o falso. Era uma etapa da revelação. No seu Reino, Jesus aboliu todo e qualquer juramento. A palavra do seu súdito deve ter força por si mesma, sem necessidade do aval de um juramento.
b) Eu, porém, vos digo
Jesus não invalidou a lei, mas cumpriu-a e deu maior profundidade aos seus princípios. Os privilégios da Dispensação da Graça são maiores, mas Deus exige, também, muito mais de nós. Jesus teve autoridade para dizer “Eu, porém, vos digo”, porque Ele era maior que Moisés (Heb. 3:1-6) — “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rom. 10:4).
c) Juramentos camuflados
No tempo de Jesus, os judeus, para não usarem o Nome de Deus em vão, camuflavam o juramento jurando pelo céu, pela terra, ou por Jerusalém, ou ainda pela sua própria cabeça. Jesus cortou essa impostura; qualquer juramento é blasfêmia. Atrás dos juramentos estão as palavras desvalorizadas.
d) Sim, sim; não, não
Isto quer dizer que o crente deve ter uma só palavra. Nada de “duas faces". Quando diz sim, todos devem saber que é sim mesmo; quando diz não, é não. Nunca devemos dizer "sim” só para agradar, sendo que, na realidade, a nossa palavra é “não”.
e) De procedência maligna
Os "meios-termos” são próprios do maligno. Satanás gosta das “meias-palavras”, que significam "meias verdades”. Ele não aconselha ninguém a dizer mentiras “deslavadas”, mas as que têm um lado de verdade. Então, a pílula assim adoçada, encontra, facilmente, quem a receba. Ele sabe muito bem que a meia-verdade é uma perfeita mentira. Tenhamos cuidado com a nossa palavra!
LIÇÕES EM DESTAQUE
1. A linguagem de palavras verdadeiras
O que é uma palavra verdadeira? É aquela em que se pode confiar. A linguagem que o Reino de Deus exige de seus súditos é aquela sem qualquer mistura de inverdade. Jesus deu o exemplo:
João 8:14
"O meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim e para onde vou”.
Paulo escreveu:
Filipenses 4:8
"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável... seja isso o que ocupe o vosso pensamento".
É preciso que tomemos toda a armadura do cristão, como escreveu Paulo. Nenhuma peça pode faltar, muito menos o cinturão da verdade. O cinturão é a peça que segura e ajusta as demais.
2. Uma linguagem temperada com sal
Colossenses 4:6
"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”.
O que é uma palavra temperada com sal? É a palavra sensata, prudente e dita na hora oportuna. É, também, a palavra alegre e otimista. A linguagem do crente não pode ser triste, de queixas e azedume.
3. A linguagem limpa
O Reino de Deus foi estabelecido para tirar a sujeira dos corações. Portanto, a linguagem dos súditos do Reino deve ser limpa. A nossa linguagem deve ser sem malícia, sem maledicência e sem coisas obscenas.
Efésios 5:3-4
"Mas a impudicícia e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, coisas essas inconvenientes, antes, pelo contrário, ações de graça".
O nosso ideal é servir a Cristo em santidade de vida; portanto, até as rodinhas de amigos e colegas, podem ser laços de perdição, porque na cidade eterna os impuros ficarão fora com os cães, os feiticeiros, os idólatras e os mentirosos (Apoc. 22:15).
4. A linguagem de louvor e edificação
Paulo diz como deve ser a nossa linguagem. Vejam:
Colossenses 3:16
"Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações”.
Que nossa linguagem, em qualquer lugar que estejamos, seja de testemunho, levando conforto, alegria e ânimo aos corações. E, entre irmãos na fé, falemos de coisas que edificam e dão mútuo crescimento espiritual.
Conclusão
Em essência, a linguagem do Reino é um reflexo direto de um coração transformado por Cristo.
Ela se fundamenta na verdade, abandonando os juramentos e meias-palavras em favor de uma comunicação íntegra. Deve ser temperada com sal, ou seja, agradável, prudente e otimista. Exige-se que seja limpa, livre de impurezas e torpezas, como convém a santos.
E, finalmente, seu propósito maior é o louvor a Deus e a edificação dos irmãos, usando as palavras para construir, consolar e glorificar. Falar a linguagem do Reino é, portanto, manifestar a vida de Cristo através de nossos lábios.
Lista de estudos da série
01. Como saber se você realmente faz parte do Reino?
02. 8 Segredos para encontrar a verdadeira felicidade em Cristo
03. O que realmente significa nascer de novo para entrar no céu?
04. Por que a mensagem de Jesus é mais poderosa que qualquer arma?
05. A prova de que o Reino de Deus é a única solução para o mundo
06. Como transformar sua tristeza em uma alegria que ninguém pode tirar
07. O segredo para falar palavras que curam e edificam
08. Como vencer a ansiedade confiando na provisão divina
09. O perigo invisível de colocar o coração no dinheiro
10. O paradoxo cristão, por que você precisa perder para ganhar?
11. 3 Promessas infalíveis sobre o seu futuro eterno com Deus
12. Descubra quais são as recompensas que esperam por você no céu
