Tudo o que fazemos haverá de ser aquilatado, medido, primeiro pelo amor que nos impulsiona e segundo pelo objeto da nossa ação.
Podemos fazer grandes coisas sem amor, mas nenhum ato será pequeno se feito com amor.
Quando a Rainha de Sabá visitou o Rei Salomão, levou-lhe ouro. Se ao Rei dá-se o ouro, a Deus dá-se a vida. Entretanto, se ao dar o ouro, pode-se ficar com a vida, ao dar-se a vida não se fica com nada.
A raiz do problema da falta de se dar a Deus alguma coisa, dízimos ou ofertas, se explica por aqui: não se lhe deu, ainda, a vida. Dos macedônios, diz Paulo, que muito deram, mesmo na pobreza, porque tinham "se dado primeiro ao Senhor".
No texto lido, Davi recolhe as ofertas para a construção do Templo. Ele quis deixar tudo pronto para que seu filho Salomão construísse a casa do Senhor. A razão para tanto empenho é explicada pelo patriarca: "Salomão ainda é moço e inexperiente, e esta obra é grande, porque o Palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus".
Ao ler o texto, me vem a mente que os nossos atos refletem o nosso coração. Só um grande homem faz grandes coisas. "A obra é grande" diz o Rei Davi. Se toda aquela riqueza, aquela glória era revelada, era porque a riqueza externa revelava a riqueza interna dos corações dos crentes.
Sem dúvida, dar nem sempre é um ato do bolso. Não dar jamais será resultado de pobreza material, mas espiritual. Quando o coração é rico, a dádiva sai. Deste modo vemos as RIQUEZAS REFLEXAS.
Era grande a obra, e grandes os corações que iriam fazê-la, pois a contribuição cristã exige:
1. FORÇAS
1 Crônicas 29:2
Eu, pois, com todas as minhas forças já preparei para a casa do Senhor (...) tudo em abundância.
Amarás o Senhor teu Deus com todas as tuas forças... Muitos amam o Senhor com a mente, com os lábios, mas esquecem que devemos amá-lo com a força. Não fazem esforço para Deus e sua obra. Certa vez Davi foi comprar a Eira de Onã e ele não queria cobrar de Davi.
Mas era para construir ali para Deus. E Davi disse: "dá-me o preço, pois não darei ao Senhor o que não me custe nada".
Fazer forças para servir ao Senhor é o que hoje tem sido raro - não tenho tempo, não tenho forças, estou cansado - é preciso forças para servir ao Senhor - "com todas as minhas forças (...) tudo em abundância". Quando colocamos as forças, a abundância é evidente.
Mas naqueles ricos corações havia:
2. AMOR
1 Crônicas 29:3
Porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particular que tenho dou para a casa de meu Deus.
Para servir ao Senhor é necessário, além das forças, o Amor. É o grande motivo do serviço, da vida do crente. Davi amava a casa do seu Deus e por isso ele deu o depósito que possuía. Ele deu o melhor que possuía. É o amor a suprema motivação de nossos atos.
Concordo com alguém que disse que a dádiva é a medida do amor, pois, o tamanho do presente é sempre proporcional ao tamanho do amor.
Porque amo a casa de meu Deus não me canso de contemplá-la, de desejar vê-la linda, de procurar dar tudo de mim por ela. Deus amou e deu seu filho unigênito. O crente só pode amar dando-se a Deus, entregando sua vida. Esta grande obra exige Amor.
E amor é sacrifício, é sofrimento, é renúncia, é entrega, é...
3. DISPOSIÇÃO
1 Crônicas 29:5
Quem, pois, está disposto a fazer ofertas, hoje, liberalmente ao Senhor?
Para a obra de Deus, grande como é, deverá haver disposição. Mas outra riqueza havia naqueles corações. Muitos confundem vontade com disposição, boa intenção com disposição. Achei interessante uma propaganda de um palhaço que chorava pelas "outras crianças pobres".
O alvo das lágrimas do palhaço era comover as pessoas para um Fundo em prol de crianças; há pessoas cujo amor é tão lerdo, tão nanico, que as disposições de sua bondade, seu amor só é movido a lágrimas - por isso Paulo disse: "não contribuindo por necessidade ou com tristeza, pois Deus ama a quem dá com alegria..."
Oh! Como os corações dispostos são alegres na dádiva, não necessitam de pressão, choros, emoções extras - mas o amor os torna ativos, prontos. Disposição só existe no coração do crente.
Estas riquezas reflexas mostram:
4. ALEGRIA
1 Crônicas 29:9
O povo se alegrou.
Fazer a coisa com alegria é muito diferente. Diz a Bíblia que Deus ama a quem dá com alegria. Dar é uma coisa, mas dar com alegria é outra! E as mulheres, mestres em receber, sabem mais que nós... Alegria é o calor da dádiva. Uma dádiva fria não é oferta é afronta. Dar sem alegria não é dar, é defraudar, é ofender. "O povo se alegrou".
Que calor tem o esposo quando compra, para a esposa, um aparelho novo! Que alegria tem o namorado ao presentear sua namorada! O sorriso do recebimento é como combustível ao fogo da alegria de quem doa. Diz a Bíblia que Jesus se alegrava ao receber dádivas dos seus.
"Servi ao Senhor com alegria".
Nas riquezas reflexas, o coração tem:
5. SINCERIDADE
1 Crônicas 29:17
Na sinceridade do meu coração, dei todas estas coisas.
A obra é grande, exige sinceridade. Deus vê o coração. É comum, no mundo, muitos adoradores virem ao templo exibir moda. Deus exige sinceridade. É a Deus quem cultuamos, não é ao homem. Não é às coisas. Não é a nós, mas ao Senhor. Deus vê.
Ele exige a sinceridade - condena a hipocrisia. Não se deve dar só para não ficar de fora - é preciso ter o coração sincero, coração íntegro, não se enganar, não enganar os outros. Nosso culto deve sair do âmago.
Não basta o corpo presente, mas é necessário o coração atento. Não basta o escutar com os ouvidos, mas ouvir com o coração, desejar mudar e servir. Devemos ter nossos corações sinceros ao servirmos ao Senhor.
Nas riquezas destes corações havia:
6. LIBERALIDADE
1 Crônicas 29:9
De coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor.
Liberal é o contrário de avarento. Liberalidade é largura, é não medir, não ser do conta-gotas. É servir com tudo. Foi a virtude da viúva que Jesus ressaltou - deu todo o seu sustento.
O liberal mostra fé, mostra amor, mostra disposição. O amor rasga o coração - Deus é pródigo na liberalidade. Tudo ele faz com abundância.
As limitações são sempre resultantes de nossa humanidade e pequenez - se mais não temos, é porque mais não damos.
"Quem semeia com abundância, com fartura colherá".
CONCLUSÃO
As RIQUEZAS REFLEXAS nos mostram:
O empenho de nossas forças,
A grandeza de nosso amor,
A disposição de nossa vontade,
A alegria de nossa entrega,
A sinceridade de nosso serviço,
A liberalidade nos nossos talentos.
Provemos nosso amor e a grandeza de nosso Deus. Nosso Deus é grande e maravilhoso. Demos-lhe nossas vidas. Tragamos-lhe ofertas para o seu Templo.
Autor: REV. CLEÓMINES ANACLETO FIGUEIREDO
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