Natal


Natal. Tanta coisa já se tem dito sobre o Natal. Artistas, jornalistas, atores, jogadores, empresários dão sua opinião sobre o Natal, de modo geral condenando o mercantilismo, a comercialização do Natal. 

À parte esse fator negativo que tem caracterizado a comemoração do Natal em nossos dias, valem algumas considerações sérias sobre o Natal.


O Natal desperta em nós o senso de humildade, isto porque Cristo nasceu humildemente, viveu humildemente, gostava dos pequeninos e dos humildes, ensinou a humildade. 

Deu provas de humildade quando lavou os pés dos discípulos. Cristo, o mestre humilde,entrou em casa de Zaqueu, um pecador arrependido. Eu não creio na sinceridade de natais sofisticados, a que o menino de Belém não compareceria por modéstia. Eu só creio no Natal sentimento, que nos torna mais humildes quando nos comparamos com o aniversariante.

O Natal desperta em nós o senso de necessidade. Quando Cristo nasceu o mundo precisava dEle. O seu momento foi determinado pela necessidade que o mundo tinha de um salvador. Pois bem, o Kairós do Cristo ainda não passou. Cristo continua a ser uma necessidade para o mundo atual. 

Os organismos internacionais não são incapazes de garantir a paz no mundo. As instituições humanas igualmente se mostram incapazes disso. Só o espírito de Cristo determinando os nossos sentimentos e os nossos atos é que possibilitará à humanidade o gozo da paz, do amor, da compreensão. 

O mundo de hoje têm as mesmas necessidades do mundo do tempo em que Cristo nasceu. E Ele continua ser a solução para os problemas humanos, pois todas as soluções humanas tem sido baseadas nos ensinamentos de Jesus.

O Natal desperta em nós o sentimento de amor. Natal é nascimento e nascimento é fruto do amor. Natal é festa de amor, é festa do coração. O Natal marca a presença do Filho de Deus no mundo, a maior prova do amor de Deus ao homem. O homem se torna mais sensível no Natal, mesmo aqueles que não alimentam no coração a genuína fé cristã.

Há quase dois mil anos o homem vem comemorando o Natal o que significa que há quase dois mil anos o homem vem renovando o sentimento de amor e solidariedade, mesmo que seja em manifestações passageiras.

Por quase duas mil vezes o homem se lembra de que precisa ser bom. Isso já é alguma coisa. Só isso justificaria a comemoração do Natal. Para o cristão, porém, o Natal não dura um dia só. Ele dura o ano inteiro, a vida inteira. Cristo deve ser uma realidade cotidiana na vida do cristão. Para o cristão o Natal não passa. Ele é permanente a determinar-lhe os sentimentos pensamentos e atitudes.

Muita gente passa o ano inteiro sem Cristo e só no Natal se lembra dEle. Não acontece o mesmo com o cristão, a quem Cristo sempre está afirmando: "eu estarei convosco sempre, até a consumação dos séculos".

Que o Natal de Jesus deixe de ser uma festa anual, para ser uma realidade diária na vida de todos os homens de boa vontade, são os nossos votos. Então se cumprirão as palavras anunciadoras do primeiro Natal: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!"

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Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1960. Posteriormente graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. Pastoreou as igrejas presbiterianas de Apiaí, Correias e Itararé entre 1961 e 1962. Foi pastor da Igreja Presbiteriana de Itararé durante 32 anos até sua jubilação. Presidiu o Presbitério de Itapetininga por 22 anos e é pastor emérito das Igrejas Presbiterianas de Itararé e Itaberá. 
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