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Multidão e discípulos: de qual grupo você faz parte?


Mateus 13.2a- "E grandes multidões se reuniram perto dele..." 

Ser perguntássemos a uma criança como ela entende o seu relacionamento com o seu pai ela poderia nos responder em sua simplicidade: “meu pai é um super herói”. Se todavia perguntássemos ao pai, qual seria a resposta dele? Provavelmente “meu filho é o meu tesouro”. A verdade é que todos nós concebemos os relacionamentos ao nosso redor de acordo com os nossos conceitos e expectativas. 

Assim acontecia também com as pessoas que se aproximavam de Jesus - o faziam de acordo com seus conceitos e expectativas. Exemplo disso são as multidões e os discípulos


O primeiro grupo cercava Jesus. As multidões o seguiam para todos os cantos: quando Jesus pregou sobre um barquinho (Mateus 13.2), durante os seus pronunciamentos (Mateus 5.1), quando realizava milagres (Mateus 8.1). 

Entretanto, muitos que estavam na multidão que seguia a Jesus, também estavam na multidão que o negou, preferindo Barrabás (Marcos 15.11 e 14). Apesar de estarem com Jesus concebiam um relacionamento distante, sem compromisso ou preço a pagar. 

O inverso acontecia com os discípulos. Foi para eles que Jesus passou as explicações dos seus ensinamentos (Mateus 13.10), celebrou a Santa Ceia e junto passou momentos mais íntimos (João 13). Apesar da fraqueza inicial de alguns deles durante a crucificação, todos, com exceção de Judas, tornaram-se grandes líderes que promoveriam o cristianismo narrado no livro de Atos. 

Ainda hoje se pode encontrar estas duas posturas no relacionamento do ser humano para com Deus. Há pessoas que preferem agir como as multidões: não ficam muito longe, nem muito perto, mas numa distância suficiente daquilo que é pregado e ensinado, mergulhando em uma frieza espiritual, incapazes de perceber Deus na realidade do cotidiano e o pior: negar a fé em momentos cruciais.

Essas pessoas infelizmente ficam cercadas por uma desmotivação crônica que aos poucos vai afastando-as de sua vocação cristã. (Efésios 4.1) 

Jesus nos chama para sermos discípulos, seus seguidores. Isso implica que teremos que ouvir de perto seus ensinamentos, perto do coração, numa distância que nos leve a praticarmos aquilo que é ensinado. Esse é o caminho estreito que conduz à presença de Deus na eternidade. 

Todos nós temos conceitos internos a respeito dos relacionamentos. Mas, como você concebe o seu relacionamento pessoal com Deus? Nos moldes das multidões? Ou nos moldes dos discípulos?

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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004. Atualmente cursa Licenciatura em História. É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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