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A graça comum (3)


Em nossas reflexões sobre o assunto temos apresentado aspectos que comprovam que Deus, em sua bondade, dispensa bênçãos tanto sobre ímpios quanto sobre santos. Essa ação é aquela que conhecemos como graça comum. 

De acordo com o que vimos anteriormente, essa graça evidencia-se pelos domínios criativo, social e religioso. Na presente meditação, mostraremos os motivos pelos quais Deus concede a graça comum.



1. Para redimir aqueles que serão salvos

Em 2 Pe 3.9, Pedro declara: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. 

Se Deus destruísse toda a humanidade corrompida, quem haveria de ser salvo? Ninguém, certamente. Por isso, Ele permitiu que os seres humanos vivessem um tempo determinado, a fim de que os eleitos chegassem ao pleno conhecimento para salvação.


2. Para demonstrar sua bondade e misericórdia

A bondade e a misericórdia de Deus não se expressam apenas por meio da salvação, mas também mediante as bênçãos concedidas aos pecadores. Jesus afirmou que “ele [Deus] é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6.35). 

Ao falar com o jovem rico e incrédulo, Jesus, “fitando-o, o amou” (Mc 10.21). Davi louva ao Senhor pela sua bondade para com todos através das seguintes palavras: “O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Salmo 145.9). Portanto, indistintamente, Deus tem dispensado sua bondade e misericórdia sobre todos.


3. Para demonstrar sua justiça

As bênçãos desfrutadas pelos homens na criação divina são um testemunho do Senhor contra aqueles que se recusam a arrepender-se. No dia do juízo, o homem não poderá negar a existência e a bondade de Deus, uma vez que “os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm 1.20).


Conclusão

Deus não dispensa infundadamente sua graça sobre todos. Segundo o que foi visto, Ele assim procede para redimir os eleitos, para demonstrar sua bondade e misericórdia e, finalmente, sua justiça. De fato, todas as coisas estão rigorosamente sob o controle de Deus, obedecendo seu propósito de se revelar como um governante justo.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduado em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista em 2016.

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