Meios de Graça (2)


 

Na reflexão anterior, falamos sobre os meios de graça que são tidos como meios particulares. São eles: a leitura da Bíblia, a prática da oração e a meditação. Na presente edição, estudaremos brevemente os meios de graça públicos. Vejamos:


1. Reunião para celebração
A ordem para o culto público não foi uma determinação dos profetas ou apóstolos - antes, foi ordem dada por Deus (Ex 8.20; Sl 100). No Novo Testamento, o povo se reunia periodicamente como o objetivo de cultuar ao Senhor (Atos 2.46; 3.1). Ao fazer isso, o cristão recebe a bênção de Deus, bem como é fortalecido na fé.

Quando o povo se reúne lhe é concedido o privilégio de, publicamente, expressar a fé em Cristo. É importante ressaltar que os elementos que envolvem a adoração pública são: leitura das Escrituras, pregação e ensino, cantar salmos, hinos e cânticos espirituais, ofertas e orações.

2. Participação nos sacramentos
A igreja reformada entende que os sacramentos ordenados por Jesus são a santa ceia e o batismo. A função desses sacramentos é a representação de Cristo, sua obra e seus benefícios. O batismo destina-se à recepção do homem na igreja, bem como serve de sinal externo da união com Cristo. A santa ceia, por sua vez, destina-se a relembrar o cristão acerca do sacrifício da cruz. Quando o crente dela participa, é ministrado pelo Espírito Santo, de sorte que é fortalecido em sua fé. Ambos os sacramentos devem ser observados pela igreja até a volta de Cristo.

3. Comunhão da entre irmãos
Esse meio de graça refere-se a uma vida compartilhada. Ou seja, significa conversar e compartilhar alegrias, tristezas, lutas, vitórias, bênçãos e tentações. O salmista deixa claro que, onde se exercita a comunhão, o Senhor dispensa sua bênção abundantemente (Sl 133).

4. Oração coletiva
Uma das características da igreja primitiva é que ela não apenas dedicava-se na perseverança da doutrina dos apóstolos e no partir do pão, mas também na vida de oração (At 2.42). Esse é um momento singular na vida da igreja, uma vez que, nesse período, os membros podem orar uns pelos outros, bem como pela sociedade como um todo (Tg 5.16; 1 Tm 2.1).

Conclusão
Deus concedeu aos homens meios através dos quais eles podem ser mais robustos na fé e mais frutuosos no testemunho. Isto chama-se “meios de graça”, que podem também ser públicos, conforme vimos aqui. Eles são: reunião para celebração, participação nos sacramentos, comunhão entre os irmãos e oração coletiva. Que Deus disponha nosso coração para desfrutarmos desses meios de graça.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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