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Os meios de graça (1)


Uma vez que o homem seja regenerado e integrado ao corpo de Cristo (a igreja), Deus lhe concede aquilo que os teólogos chamam de “meios de graça”. 

Segundo Wayne Grudem, o conceito de meios de graça pode assim ser explicado: “Meios de graça são quaisquer atividades na comunhão da igreja que Deus usa para distribuir mais graça aos cristãos.” Esses meios de graça podem ser divididos em particulares e públicos. 

Veremos a seguir os meios públicos. São eles:


1. Leitura da Bíblia
A Bíblia foi escrita por homens santos que foram dirigidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). Assim, eles foram conduzidos a registrar sem erro a revelação de Deus, de modo que esse registro tornou-se autoritativo para o homem (Sl 119.55) 

Ao ler a Bíblia, o cristão é levado a conhecimento maior a respeito de Deus e de si mesmo. Ao se debruçar sobre a Escritura, é concedido ao cristão conhecimento a respeito do modo como ele deve agir nesse mundo, como se relacionar com os homens, com o pecado, com a igreja. Ao ler a Escritura ele estará mais habilitado para transmitir o evangelho, bem como para edificar o próximo (Cl 3.16).

2. Prática da oração
A oração é essencial na vida do crente. É o meio através do qual expressamos nossos sentimentos e nossos desejos a Deus. Segundo o Breve Catecismo de Westminster, a oração pode ser assim definida: “É um oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conforme a sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias” (cf. Sl 10.17; 145.19; 1 Jo 5.14; 1.9; Jo 16.23,24; Fp 4.6).

3. Meditação
O puritano Thomas Watson disse que “a meditação é semelhante ao regar uma planta -faz aparecer os frutos da graça.” Ela é essencial para a vida do crente, uma vez que após orar e ler a Escritura, ele reflete sobre os princípios aprendidos e como podem ser aplicados. 

John Blanchard escreveu que “a meditação é para nossa alma o que a digestão é para o corpo” e que “por meio da digestão, o alimento exterior é assimilado pela vida interior”. Portanto, uma vida de meditação na lei do Senhor é indispensável para o crescimento do crente (cf. Sl 1.2; 119.15-16).

Conclusão
 O Senhor em sua graça concedeu ao seu povo meios através dos quais ele pode crescer. Esses meios, chamados de meios de graça, são tanto particulares quanto públicos. Segundo o que vimos, os particulares são a leitura da Bíblia, a oração e a meditação. Que por meio do Espírito Santo sejamos conduzidos a usufruir de tais benefícios.

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Carlos Eduardo Pereira de Souza  é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2012. Mestrado em Divindade com concentração no Novo Testamento pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper em 2013. Pós-graduando em docência do ensino superior, pela Universidade Paulista.

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