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Os privilégios da vida cristã

Filhinhos, escrevo a vocês porque os seus pecados são perdoados por causa de Cristo. Pais, escrevo a vocês porque conhecem aquele que existiu desde a criação do mundo. Jovens, escrevo a vocês porque vocês têm vencido o Maligno... 1 João 2.12-14

Em sua primeira carta, o apóstolo João faz uma analogia muito interessante com os períodos da nossa existência. Ele usa termos como "filhos", "pais" e "jovens", associados à nova vida que recebemos em Jesus Cristo.

João ao usar estes termos não está se referindo a idade cronológica, e sim ao estágio de nossa fé na caminhada com Cristo. Ele quer nos mostrar que em cada etapa temos um grande privilégio a desfrutar!

Vejamos quais são:

1 - "Filhinhos", o privilégio da comunhão
No primeiro estágio de nossa fé, os filhinhos, começamos a desfrutar da comunhão com o Senhor Jesus. É o inicio da caminhada, e por essa razão, somos informados que os nossos pecados estão perdoados.

Somos agora filhos de Deus! Temos Cristo como nosso advogado, o que significa que este perdão de Deus continuará sendo exercido sobre nossas vidas. Além disso, os filhinhos" conhecem o Pai.

Essas são as primeiras experiências conscientes do cristão recém-nascido! Que alegria poder desfrutar do perdão e consequentemente da comunhão com Deus!

Jesus, em seu ministério, sempre afirmava que os pecados daquelas pessoas que foram alvos de sua graça estavam absolvidos. O grande problema é que muitas pessoas ficam eternamente neste estágio e precisam ser lembradas que os seus pecados são perdoados por causa de Cristo.

Por outro lado, se você ainda não desfrutou da benção do perdão reconheça que Jesus é o seu Senhor e Salvador e venha desfrutar do privilégio da comunhão com Deus!

2 - "Pais", o privilégio da convivência com Deus
Os pais a quem João se refere agora são os adultos espiritualmente, gente que tem um longo tempo de caminhada e já desfruta de uma comunhão profunda com o Senhor, fruto de uma convivência genuína e verdadeira com o Mestre. Já passaram por várias circunstâncias e sabem que o Senhor é imutável. O conhecimento de Deus os amadureceu com o passar dos anos.

E nas duas vezes que se dirige aos pais, João emprega palavras idênticas: “conheceis aquele que existe desde o princípio” provavelmente uma referência ao eterno Deus que não muda. O tempo passa, mas Ele continua sendo refúgio de eternidade a eternidade.

É um grande privilégio desfrutar da convivência com o Senhor e poder saber, por experiência própria, que Ele é fiel. Você tem desfrutado de uma convivência profunda com o Senhor?

3 - Jovens, o privilégio de serem vitoriosos no combate
Entre os filhinhos e os pais estão os jovens, ativamente envolvidos em um combate cristão e, por essa razão, se faz necessário serem fortes. Uma vez que a juventude é caracterizada pela plenitude do vigor, devemos aproveitar essa disposição para realizar a obra do Senhor.

E não estamos falando de idade cronológica. O texto afirma que os jovens “têm vencido o maligno” Seu combate veio a ser uma vitória. O grande privilégio dos jovens é vencer o combate por ser forte.

Mas a força destes jovens está no fato de permanecer na palavra, ou seja, procurando moldar suas vidas às exigências da palavra. “De que maneira o jovem poderá guardar puro o seu caminho?... Observando a tua Palavra” - Salmo 119.9-11

Como diz a canção “se atentamente ouvir a sua voz e obedecer, e seguir os teus passos e jamais me desviar...”. Muitas vezes, temos experimentado a derrota porque não permanecemos na Palavra. Por exemplo, há ocasiões que a melhor saída é fugir das paixões da mocidade (2 Timóteo 2.22) como aconteceu no caso de José e a mulher de Potifar (Gênesis 39).

Lembre-se, a consequência presente é fruto do que aconteceu no passado. Os jovens venceram porque permaneceram na Palavra.

E você tem desfrutado da comunhão, da convivência com Deus e vencido o combate?
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Josimar Gabriel da Rocha é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1993 Foi ordenado pastor em 1995. Trabalhou como missionário no Rio Grande do Sul como plantador da Igreja de Alegrete, RS.
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