Ministério de louvor: o ideal e o real

Típico violão encontrado em 
algum canto de alguma igreja.

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome - Hebreus 13.15

O Catecismo Maior tem início com uma pergunta crucial: "Qual é o fim supremo e principal do homem?" A resposta é clara: "O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. 

Embora o termo “adoração” não tenha sido usado no Catecismo, a atitude está presente. A igreja, que é o ajuntamento das pessoas que pertencem a Deus, tem como sua primeira tarefa ou função adorá-lo. 

Neste sentido, a música é um meio de adoração indispensável no culto. Israel sabia disso e nos deixou como herança as belas poesias dos salmos, que formavam o antigo hinário do povo de Deus. Salmos que eram muito bem executados musicalmente, pois os responsáveis para tais tarefas eram “todos eles mestres”. 

O número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto do SENHOR, todos eles mestres, era de duzentos e oitenta e oito - 1 Crônicas 25:7

Assim como foi no passado, hoje a música é parte indispensável da vida de culto da igreja. É fato que entre as igrejas mais dinâmicas que temos conhecimento estão aquelas que investem a sério no ministério de louvor e na qualidade técnica de seus músicos. Esse é o ideal. 

Mas a realidade tem sido outra. É triste constatar o descaso geral nessa área. A começar pela parte técnica: cabos rompidos, microfones quebrados, conectores ruins – no momento do culto é aquela barulheira. Falamos da importância dos dízimos, mas pecamos pela falta de manutenção. 

E a organização das cifras ou mesmo das músicas que serão projetadas? Boa parte das igrejas tem uma pilha de folhas jogadas em um canto e os arquivos para projeção desfrutam da mesma bagunça com grosseiros erros de português. 

Em relação aos músicos, falta muitas vezes intimidade com o instrumento e disciplina para mais ensaios. Isso sem contar a superficialidade teológica e desconhecimento da Bíblia e seus principais temas. Boa parte canta sem dar testemunho e confunde arrepio emocional com presença de Deus. 

Tudo isso nos distancia da excelência e dedicação dos antigos levitas. Preocupante é saber que acontece assim em muitas igrejas todo o domingo. Mais preocupante ainda é oferecermos a Deus algo tão mal feito. 
Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor - Romanos 12.11
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Andrei de Almeida Barros é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2003 e ordenado pastor em 2004.
É fundador e editor do site www.semeandovida.org
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