Manipulação das massas

Charge via Rabix

Você acredita em tudo que ouve ou vê? Bem, quem sabe não, mas será que está sofrendo alguma influência externa? Poderíamos dizer que nunca fomos influenciados a nada? Bem, a verdade é que a todo o momento estamos recebendo informações externas e isso realmente pode nos influenciar, nos levar de uma direção para a outra.

Ouvi a pouco uma frase: “quanto mais eu leio bons livros, mais a televisão parece ruim”. Outros diriam: “corta a televisão de vez”, como algumas religiões tentam fazer (algumas têm a ilusão de que seus adeptos a cortaram de vez, mas a verdade é que ninguém vai ficar fiscalizando os membros de uma comunidade se estão livres desta praga). 


Particularmente, creio que devemos sim selecionar e filtrar o que temos assistido na TV, mas não cortar de vez, pois é preciso termos noção do que está sendo veiculado e aonde eles querem chegar com isso para assim encontrar o que poderíamos chamar de “vacinas” contra o mal. Em outras palavras, para nos desviarmos do mal é necessário que não nos alienemos, ignorando sua existência ou simplesmente negando-o.

Não acompanho novelas e seriados nacionais com regularidade, daqueles que não podem perder o próximo capítulo. Algumas destas programações já me causam repulsa só nas vinhetas de divulgação. Mas às vezes vejo alguma coisa entre um trabalho e outro. E algumas coisas me chamam a atenção. 

Uma delas é o franco “merchandising” feito por uma das maiores redes de televisão do Brasil a favor de práticas homossexuais e da estereotipação daqueles que defendem ao menos o pudor de quaisquer grupos em seus comportamentos em público. É à sombra do projeto de lei PL122 aparecendo a todo o momento, querendo criminalizar o sentimento de rejeição e até porque não dizer, de tristeza, em relação a comportamentos que destoam daquilo que acreditamos ser o correto e única verdade absoluta, da formação da raça humana e instituição da família por Deus.

Outra frase que vi em um vídeo que chegou ao meu e-mail foi a seguinte:“Não estou nem aí com o que vocês fazem ou pensam, cada um é responsável pelo que faz, mas não me obriguem a aceitar suas práticas e comportamento, não joguem isso na cabeça de meus filhos na escola”.

Olhando para toda essa situação caímos em algo quase que paradoxal: os homossexuais parecem ter mais fobia da discordância e não aceitação de heterossexuais, do que os heterossexuais têm das suas práticas. 

Não estou aqui incitando a discriminação, a violência, a intolerância, pelo contrário: apoio a liberdade de crença que é garantida pela constituição, onde nem um nem outro pode obrigar a ninguém a aceitar sua filosofia de vida. Cristo mesmo não obrigou ninguém a segui-lo, falou numa ocasião palavras tidas com duras, muitos o deixaram e ele não correu atrás deles para obrigá-los a aceitar o que pregava, antes disse a seus discípulos:

- Vocês querem também ir embora?
Ao que responderam:
- Para onde iremos? Tu tens palavras de vida eterna, e temos crido e conhecido que tu és o filho do Deus vivente (João 6. 68-69).

Pregamos o amor ao pecador, e o desprezo do pecado, Cristo mesmo disse que veio para buscar e salvar o perdido. Muitos homossexuais sentem a culpa e a vontade de deixar suas práticas. Isso pode ser uma abertura para a mensagem transformadora de Cristo.

Como força contrária a isso segue a manipulação das massas querendo abafar a voz do evangelho, da ordem natural estabelecida por Deus. É novela com núcleo homossexual, é seriado dedicado exclusivamente a este público, retratando descontrole e total permissividade, uma verdadeira libertinagem ou “libidinagem”.

Mas a manipulação das massas não é algo novo, vejam que o povo foi manipulado pelos próprios religiosos da época para soltar a Barrabás e crucificar a Cristo. Também não foi nova a inversão, onde um criminoso é solto e um inocente é levado à morte. E olha que nem televisão havia...

Como havíamos dito em outro artigo, esse assunto é algo que vai dar muito que falar ainda, por hora encerramos com este alerta: cuidado com as influencias externas alheias a palavra de Deus, lembremo-nos do que disse o Apóstolo Paulo: 

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12. 2).
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Danilo Cassemiro de Campos é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2010. Ordenado em 2011. Bacharel em Design (Projeto do Produto) pela Faculdade Asseta de Tatuí (2008), além de Técnio em Processamento de Dados e Hardware (1998 e 2002). É fundador e editor do site www.desimax.com.br
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