O cristão animado



“Servi ao Senhor com alegria [ânimo]...” – Salmo 100.2

Animação, segundo o dicionário Houaiss, é o “ato ou efeito de animar (-se); ação ou efeito de dar alma ou vida a; sentimento de exaltação, alegria e entusiasmo; promoção de progresso, de desenvolvimento”. Quando vemos alguém com tais características logo afirmamos: “esse é animado”.

Na igreja podemos ver cristãos animados e desanimados, refletindo, como num espelho, a vida de nossa igreja. As frequências às reuniões de oração, aos cultos, à Escola Bíblica Dominical, vigílias, Conferências Missionárias, dentre outras programações realizadas em nossa igreja servem de termômetro, revelando o ânimo ou desânimo de cada um.


O pior é que os desanimados são os que acham defeito em tudo, questionando que “a igreja não está bem”, que “a igreja está fria, sem poder, sem autoridade...”, ou que “a igreja está... está... está... e está”. 

Quando o questionamento real que deve ser feito é: o que você [eu] está [estou] fazendo para mudar e melhorar a situação? Como você [eu] está [estou] contribuindo, como igreja que é [sou], para que ela possa ser mais e mais animada?”.

Lembre-se, e fato assim é, que a igreja é reflexo daquilo que somos, pois eu e você somos a igreja, somos templo do Espírito Santo. Se todos os membros forem animados, conseqüentemente mais fervor na igreja será manifesto e visto, seja na apresentação de planos de trabalho, na freqüência aos cultos, prestigiando os trabalhos da igreja.

O apóstolo Paulo dirigindo-se aos cristãos em Roma fez um veemente apelo àqueles irmãos que se apresentassem ao Senhor como um culto vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1). 

Avivar-se e animar-se talvez sejam as maiores urgências e prioridades de que você e eu precisamos estabelecer para nossa vida. Como seria diferente a nossa igreja se cada irmão e irmã fossem animados e vivenciassem isso, pois agindo assim, conseqüentemente, nossa igreja seria animada. A frieza, a indiferença e a apatia não combinam com a essência de uma igreja animada.

Cantemos com fervor e em oração o cântico: “A começar em mim, quebra corações pra que sejamos todos um, como tu és em nós. Onde há frieza que haja amor, onde há ódio, haja o perdão, para que teu corpo cresça, sim, rumo a perfeição”.

Que esta seja a nossa disposição no convívio da nossa igreja.

Deus nos abençoe mais e mais nesta direção.

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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