A essência da adoração


Adoração. O que vem à sua mente ao ouvir esta palavra? Uma parte do culto quando entoamos cânticos espirituais? Seja qual for a sua impressão diante da grande variedade de significados que possam existir, a adoração verdadeira não acontece apenas durante certo período na programação da igreja. 

A adoração é ”uma reação ativa a Deus, pela qual declaramos sua dignidade”. Como bem expressou Ronald Allen: A adoração não é passiva, mas sim participativa. Adoração não é apenas uma sensação; é uma declaração.

Declaramos que Ele é digno quando adoramos a Deus atribuindo a Ele todo mérito, pois somente Ele é digno de louvor por causa de quem Ele é e do que Ele faz (Sl 96.7-8). Adoramos a Deus por meio de Jesus Cristo, que vive e reina para sempre, o Cordeiro que é digno (Ap 5.12). 

Todas as criaturas de todos os tempos e lugar devem adoração ao Deus triúno, ao Pai Bendito, ao Filho Amado e ao Espírito Santo Consolador, cantando: “Pai, nós te adoramos! Senhor Jesus, nós te amamos! Espírito Santo, nós te honramos! Nós te adoramos declarando a dignidade que tens”.

Qual é, então, a essência da adoração?

É a celebração e a exaltação à Deus! Ronald e Gordon nos dão o verdadeiro sentido dessa adoração:

  • Adoração não é resmungar orações ou cantar hinos e cânticos com pouca meditação e muito menos coração. Celebramos a Deus quando nos reunimos seriamente em oração e intensamente em canto.
  • Adoração não é o uso de palavras de auto-exaltação ou de clichês enfadonho quando se pede para alguém dar um testemunho. Celebramos a Deus quando nos gloriamos em Seu santo nome.
  • Adoração não é dar de má vontade ou prestar um serviço obrigatório. Celebramos a Deus quando damos a Ele com alegria e O servimos com integridade.
  • Adoração não é suportarmos distraído o sermão. Celebramos a Deus quando ouvimos a Sua Palavra com prazer e procuramos ser moldados por ela, cada vez mais à imagem de nosso Salvador e Senhor.
  • Adoração não são movimentos apressados para nos juntarmos à mesa do Senhor de qualquer jeito. Celebramos a Deus quando, cheios de gratidão, tomamos parte da cerimônia que fala de nossa fé no Cristo ressurreto.

Um dos grandes salmos que celebram o nosso Deus é o salmo 100. Nele encontramos um forte incentivo para a celebração em nosso culto de adoração. Leia-o hoje mesmo buscando toda motivação para expressarmos verdadeira adoração Àquele que é digno para todo o sempre.

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Gilberto Bueno Filho, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 2001. Pós-Graduação em Ética, Cidadania e Subjetividade pela Escola Superior de Teologia em 2007. É fundador e editor do blog familiafariabueno.
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