Gangorra


Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna  - Romanos 6.22

“Há borrões de sol vermelho na loira manhã sem par, e a gangorra não descansa, sobe e desce sem parar…A gangorra é como a vida, nos movimentos que tece: quando eu desço, você sobe, quando eu subo, você desce…Você, que ficou no alto, não deve de mim sorrir, você terá que descer, quando eu tiver que subir!” (Gióia Júnior).

A gangorra é como a vida e a vida é como uma gangorra. Tempos incertos, um sobe e desce constante e inconstante. Não temos controle da nossa vida material no que diz respeito à saúde, finanças, desastres naturais e muitos outros acontecimentos. 

Muitas coisas parecem mesmo como uma gangorra. O poema de Gióia Júnior também lembra muito bem a tolice que é alguém que está em cima da gangorra sentir-se superior, se julgar melhor. Este mesmo que está em cima terá o momento de ficar em baixo. 

No que diz respeito à vida espiritual, com a ajuda de Deus, saímos de baixo e estamos subindo. A vida do cristão não deve ser como uma gangorra que hora está em cima, hora está em baixo. 



O Salmo 84 diz que quem vive na presença de Deus é feliz e no Senhor encontra força. “Prosseguem o caminho de força em força, até que cada um se apresente a Deus em Sião” (Sl 84.7). 

A vida então, no que se diz respeito a nossa fé, não deve ser um sobe e desce, desce e sobe. A cada dia podemos subir um pouco, conhecer mais de Deus, aprender os seus caminhos, praticar os seus mandamentos. 

Não que isso seja fácil. O peso de nossa natureza pecaminosa, às vezes, quer nos levar para baixo na gangorra. 

Mas se confessarmos os nossos pecados, o perdão de Deus tira todo seu peso. Por isso Paulo disse que devemos resistir às tentação. E nunca devemos achar que somos fortes demais. 

“Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1 Co 10.12). É preciso ser vigilante. Com Jesus sempre podemos subir.

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