Os vícios


Narra uma lenda alemã que um caçador fez uma aliança com o diabo. Este lhe daria sete balas exatamente iguais às que o caçador usava. 

Seis balas alcançariam o alvo que o caçador escolhesse, mas a sétima, sem que ele pudesse identificar, ao ser disparada se voltaria contra o caçador matando-o.

Isso é o que o vício faz com o viciado. Dá-lhe prazer por algum tempo e por fim aniquilá-o.

A experiência mostra que, se você atirar um sapo numa panela com água muito quente, ele saltará para fora numa fração de segundo, reflexo de seu instinto de conservação da vida. 

Contudo se você o colocar numa panela com água fria, submetida a um vagaroso aquecimento, o batráquio nenhuma tentativa fará para salvar-se, sofrendo lento e progressivo entorpecimento que o levará fatalmente à morte.

O vício também embala os homens de maneira sutil e gradual, embotando as suas faculdades, anulando sua vontade ao mesmo tempo que lhe proporciona falsa sensação de segurança.

Essas observações eu li há muito tempo, nem sei mais onde, mas as verdades contidas não se limitam ao tempo e ao espaço em que foram escritas. Elas são de grande atualidade.

Só para pensar: Deus descobrirá o seu pecado, perdão, o seu erro - você é dos tais que não gostam da palavra pecado - embora você faça um grande esforço para escondê-lo. De Deus não se zomba impunemente.

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Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1960. Posteriormente graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. Pastoreou as igrejas presbiterianas de Apiaí, Correias e Itararé entre 1961 e 1962. Foi pastor da Igreja Presbiteriana de Itararé durante 32 anos até sua jubilação. Presidiu o Presbitério de Itapetininga por 22 anos e é pastor emérito das Igrejas Presbiterianas de Itararé e Itaberá. 
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