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Não julgueis (1)


Jesus no seu maravilhoso sermão do monte diz: "Não julgueis para que não sejais julgados". Além da resposta que Ele dá à possível pergunta - por que não julgar? - para que não sejais julgados - outras respostas Ele poderia dar para justificar o conselho. 


Sabemos que não há ninguém perfeito. Não há absolutamente nem uma pessoa infalível. Os nossos julgamentos se baseiam nas aparências e as aparências enganam. Por isso não devemos julgar.

Uma pessoa pode ser muito má e parecer muito boa. Ou pode ser muita boa e parecer muito má. Jesus disse mesmo que naquele dia, isto é, no dia do Juízo Final, muitos dirão: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? A resposta vai ser desconcertante: "Não vos conheço".

Uma outra razão por que não devemos julgar é que corremos o risco de nos preocuparmos demasiadamente com os erros do próximo e nos esquecermos de nossas próprias falhas. É muito comum o julgamento e a condenação de falhas que nós também temos. Apenas não percebemos porque estávamos muito preocupados em julgar as do próximo. 

Trouxeram uma mulher, apanhada no ato adulterando, a Jesus. Ela já tinha sido julgada pelos fariseus, apenas queriam ver como Jesus agiria. Se Ele confirmasse a lei de Moisés, segundo a qual a mulher deveria ser apedrejada, então lhe perguntariam onde ficava o amor que Ele tão ostensivamente pregava. Se Ele negasse a validade da lei de Moisés seria considerado um infrator da lei dos judeus. 

Jesus, com aquela calma que só Ele sabia ter, não julga. Apenas lança um desafio aos juízes da mulher - aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra. Não ficou um para contar a história! eles deveriam se preocupar mais com os seus próprios erros do que ficar bancando juízes do próximo. 

O juízo para uma condenação justa ou para uma justa absolvição, somente aquele que pudesse atirar a primeira pedra, isto é, Jesus, que fizera um desafio aos homens: "quem pode me acusar de pecado? "Desafio a que ninguém até hoje conseguiu responder. Tal juízo só Jesus podia exercer.

Deus não olha as aparências, mas vê o coração. Por isso ele pode julgar. Aos homens nós podemos enganar, mas a Deus ninguém engana. Aquilo que o homem semear isso também ele ceifará, dizem as escrituras. A nossa maior preocupação deve ser com a nossa conduta e com o juízo que Deus faz de nós.

O relacionamento humano melhoraria, e muito, se cada pessoa vivesse a sua própria vida sem se importar com a vida alheia, no que diz respeito a julgamento.

O grande apóstolo Paulo tem a solução para o problema do julgamento: "Todavia a mim pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por tribunal humano, nem eu tampouco me julgo. Porque de nada me argui a consciência; contudo nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. (I Cor. 4:3-4).

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Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1960. Posteriormente graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. Pastoreou as igrejas presbiterianas de Apiaí, Correias e Itararé entre 1961 e 1962. Foi pastor da Igreja Presbiteriana de Itararé durante 32 anos até sua jubilação. Presidiu o Presbitério de Itapetininga por 22 anos e é pastor emérito das Igrejas Presbiterianas de Itararé e Itaberá. 
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