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Glória de Deus


"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos". Salmo 19:1.
"Como está escrito, não há um justo sequer. Não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só". Romanos 3: 10-12
Na primeira citação a fidelidade da natureza. Na segunda a infidelidade do homem. A natureza criada para servir ao homem, criada apenas com objetivo acidental, portanto, continua a proclamar a glória e Deus e a anunciar as obras de suas mãos. 

O homem criado à imagem e semelhança de Deus e por causa de quem foi criada a natureza, com um objetivo essencial, portanto, tornou-se mau e já nem proclama a glória e Deus nem anuncia as obras de suas mãos.
A esse respeito há uma poesia que diz assim: 
"As grutas, as rochas imensas, dos mundos o grande esplendor proclamam bem alto, constantes um hino de glória ao Senhor. No céu as estrelas brilhantes, dos mares o grande fragor e as brisas entoam ridentes, um hino ao teu nome, Senhor. As aves alegres nas matas, por entre as ramagens em flor, exultam em coro cantando um hino ao teu nome, Senhor". 
O estribilho declara: 
"Nos céus e no mar e na terra, nos bosques, nos prados em flor, no fragoso alcantil, na amplitude celeste, um hino ressoa ao Senhor". 
Em todos esses versos a afirmação da fidelidade da natureza para com o seu criador. Comovente, não? Pois bem, vejamos agora o que diz a última estrofe da poesia: 
"e tu, pecador que vagueias, que fazes a teu criador? Não achas momento em que cantes, um hino de glória ao Senhor?"
Pois isso é com você, é comigo, é com cada pessoa, é com todo mundo. O apóstolo diz que TODOS se fizeram pecadores e inúteis. Então o apelo, o desafio é para todos os homens e para cada homem em particular, no sentido de voltar o homem a cumprir a sua finalidade de existência neste mundo - glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, como criador de tudo e de todos.
Você, caro leitor, não perderá nada se tirar alguns momentos, cada dia, para pensar em Deus, em sua bondade, razão única de sua existência neste mundo, e numa atitude de gratidão, pedir a Deus o seu auxílio e o seu perdão.
Saia um pouco dessa rotina em que você vive de só pensar na vida de aqui e agora. Não se preocupe demais só com os cuidados desta vida. Eles já são tantos. Por que deixar que eles absorvam todo o seu tempo e toda a sua atenção?
Você não é só corpo. Não tem apenas necessidades temporais e físicas. Você é essencialmente alma e, na obra de Deus, você é o essencial. Suas reais necessidades, então são subjetivas, são espirituais.
Pare um pouco e volte a imitar a natureza na sua fidelidade a Deus. Faça de sua vida um hino de glória ao Senhor. O maior beneficiado será você.
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Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1960. Posteriormente graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. Pastoreou as igrejas presbiterianas de Apiaí, Correias e Itararé entre 1961 e 1962. Foi pastor da Igreja Presbiteriana de Itararé durante 32 anos até sua jubilação. Presidiu o Presbitério de Itapetininga por 22 anos e é pastor emérito das Igrejas Presbiterianas de Itararé e Itaberá. 
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