Caretice


Há hoje, de modo geral, um descontentamento, por parte dos jovens, para com a vida. Parece que eles não têm motivação nenhuma para o estudo, para o preparo para a vida! A maioria dos jovens não leva a sério a escola onde passam grande parte do dia, gastando o tempo em tudo que não seja o motivo de sua estada na escola - estudar. 


Sentimento religioso então, vida espiritual é coisa de que nem cogitam. Igreja? Já era! Devoção? E caretice! Bom mesmo é pichar muros e paredes, destruir placas de sinalização de trânsito, arrancar árvores, destruir recipientes de lixo na rua. Muitos só vão se dar conta do erro que estão cometendo quando não houver mais tempo de recuperação.

Se não há mais muito o que fazer com os jovens, com os mais velhos, vamos começar com as crianças. Salomão diz "instrui a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele". 

Notemos, de imediato, que o autor não diz caminho em que QUER andar, mas caminho em que DEVE andar, pois nem sempre o desejado é o certo. Não se pode acomodar ao desejo da criança que ainda não sabe escolher o que é bom para si. 

Já encontrei pais que afirmaram que, com referência à religião, a criança deve ser deixada para que, quando no uso da razão, escolha por si mesma, se deve ou não adotar uma religião. Justificam essa colocação dizendo que poderá acontecer que, por insistência dos pais, as crianças venham a se saturar de religião e depois abandoná-la para sempre. 

Mas é muito melhor procurar convencer os filhos menores da necessidade de cultivar a vida espiritual, mesmo com um pouco de insistência para que não aconteça de precisarmos convidar os filhos a visitarem uma Igreja, de vez em quando!

É preferível que nossos filhos nos acusem no futuro de os termos forçado a frequentar uma Igreja, a sermos acusados de relapsos no seu encaminhamento nos salutares caminhos da fé. É preferível que vivam saturados de ensinos espirituais a viverem vazios espiritualmente, pela nossa omissão.

Pelo mesmo motivo pelo qual não os deixamos escolhera alimentação nem os hábitos de seu gosto, mas os forçamos a se alimentarem de acordo com as melhores orientações de que dispomos e a adquirirem hábitos que satisfaçam suas reais necessidades, devemos encaminhá-los nos caminhos de uma vida espiritual verdadeiramente cristã. 

Muitos pais que menosprezam o ensino religioso aos filhos, não se pejam de ensinar aos filhos pequeninos e mentir por brincadeira, a fumar, a beber, a dizer palavrões, a serem malcriados para com as pessoas. Isso acham o máximo. Não percebem que pode ser bonito só para eles, os pais. Ninguém gosta de crianças malcriadas!

Há um certo preconceito contra a Bíblia que deve ser combatido, pois não há nenhum ensinamento, por mais bonito que seja, que possa substituir os ensinos do evangelho, na preparação do homem para a vida.

Colocamos, no quadro-negro o seguinte período para classificarmos a oração subordinada adverbial condicional: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Uma menina que estava sentada bem na frente de minha mesa, parou de ler um livro que já vinha lendo há várias aulas, e perguntou: - De quem é esse pensamento? 

De Paulo, apóstolo, respondi. Então ela, com ar de superioridade, e de deboche, me disse: - já vem o senhor com Bíblia outra vez! Então eu apanhei o livro que ela estava lendo, encapado com jornal, tirei a capa e mostrei à classe: Titulo, Podridão, autora Adelaide Carraro. Disse então a ela: - enquanto você fica enchendo a mente com podridão, eu procuro colocar na mente dos alunos um pouco de pensamentos mais sérios e elevados que, por certo, irão ajudar o aluno a fazer suas escolhas. 

Por que tanta prevenção contra a Bíblia? Cada lar deve ser uma e Igreja cristã. Se o seu filho não vai à Igreja, leve a Igreja até ele, viva segundo os princípios da fé. Ele vai notar isso no presente e no futuro irá bendizer os pais que teve.

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Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil. Formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em 1960. Posteriormente graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. Pastoreou as igrejas presbiterianas de Apiaí, Correias e Itararé entre 1961 e 1962. Foi pastor da Igreja Presbiteriana de Itararé durante 32 anos até sua jubilação. Presidiu o Presbitério de Itapetininga por 22 anos e é pastor emérito das Igrejas Presbiterianas de Itararé e Itaberá. 
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